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sábado, 3 de novembro de 2018

tia Emília Outono

Resolvi deixar aqui para a posteridade essa playlist marota da pessoa virginiana/libriana (Ela tá no meio, ok?) que mais me causa mindfuck problemas musicais de entendimento literário. Com vocês, Tia Emília Outono.




Não é a discografia toda, mas as músicas que acho que são pertinentes para se adentrar esse universo bizarro que ela formulou em suas obras Opheliac (2006), Fight Like a Girl (2012) e no livro The Asylum for Wayward Victorian Girls.

Para quem interessar, escrevi um bocado sobre ela aqui nessa postagem de 2011 [clica cá].

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cancelamento do show da Emilie Autumn no Brasil

Yep, novamente e permanente.
Alegações já expostas:

Ticket Brasil (Que vendeu os ingressos online) - problemas com visto/passaporte de um técnico de som. Enviou email com o cancelamento e estorno do dinheiro.
O Inferno Clube (Que iria sediar o evento) - ...
Headmistress of Asylum (Staff da EA) - O consulado brasileiro no Chile encrecou com o visto da tal pessoa (técnico de som talvez?) - aí fica o ambíguo se foi por conta da pessoa não conseguir o visto para entrar no Brasil ou se foi o fator de uma outra pessoa que estava prevista na tour (Contessa Montebello) saiu na semana anterior ao shows na América do Sul (E que possivelmente a burocracia brasileira iria achar uma absurdo e mandar todo mundo de volta). Muito confuso, muito confuso!
Agência Sob Controle (Os organizadores) - ... Ah! Foi problema técnico? Whatever, podem pegar o dinheiro do ingresso de volta. Sem nota oficial, sem nada.
Captain Maggots - agradeceu em espanhol aos PR's da tour da América do Sul, sentiu muito por não vir ao Brasil.
Emilie Autumn - Os organizadores locais não conseguiram o visto em tempo hábil. Demoraria muito e atrapalharia o schedule da continuação da tour. Não xingou tanto quanto esperávamos.
Veronica Varlow - Ela xingou e deixou uma mensagem fofa do quanto iríamos apreciar A PARTY!!

Desde agosto me preparando pro show, cronometrando cronogramas, formulando itinerários, encomendando o Livro e o CD antes para entender what's going on, expectativas morreram no primeiro cancelamento (Meu orçamento também foi para o limbo, daria para ver o show da Nienna tranquilo, maaaaas!). Coisas acontecendo nada felizes entre o intervalo  de setembro para dezembro, minha cabeça parou de funcionar no final de outubro, novos projetos para a Veronica e a Contessa, wait what já chegou final de novembro?

Só fui me dar conta de que a semana do show estava chegando quando fui cutucada pela Entesposa sobre isso. Não estava esperando muita coisa na verdade, estava até tranquila demais. Achei que iria dar aquele boost de Glamour quando eu estivesse por lá e nada. Dia 30 chega, o email do TicketBrasil - isso porque o pessoal no Twitter já falava do cancelamento e eu estava boiando - minha reação foi sentar onde eu estava (No TICEN de Floripa) e começar a rir. Não histéricamente, a quantidade de pessoas não me permitiu.

Apenas rir, porque chorar não ia adiantar muito. A expectativa não estava lá para causar esse momento de pura emoção de fangirl. Recuperei um bocado de sanidade que me servia e fui ter uma bela sexta e tratar de esquecer esse fato relevante da vida.

Não é que eu esqueço, é que não quero pensar muito nisso mesmo. Essa foi a quote para esse caso em específico.

Com as idas e vindas, a GOL Linhas Aéreas faturou de graça 1 passagem minha, não conheci a Augusta (Ainda! Vairy soon I will!), não pude ver os Plague Rats fofos que tinham altos planos de como luring alguém para o Rat Game com a Veronica. Bem... Veronica né... Era só quem eu queria ver. Tá, a música sim, o cenário teatral sim, mas poxa vida... Veronica Varlow.

Ela me inspira, ela me traz uma fagulha de autoconfiança e auto-afirmação , ela é a musa, certo?
Ela foi parte predominante para me fazer acreditar (E aceitar): Yep, o Amor vale a pena e é algo bem maior que eu possa imaginar.


domingo, 19 de agosto de 2012

De Opheliac para Fight Like a Girl.


Edit: Apagando novamente o 7º rascunho para poder ser mais objetiva.
Emilie Autumn, ou Emilie Autumn Liddell, ou até Emilie Fritzges como muitos gostariam de saber, é considerada uma vanguardista em sua própria cronologia. Violinista clássica, amante da cultura Vitoriana, poetisa carregada de influências shakeasperianas, cantora lírica de timbre forte, assumidamente bipolar, artista em todas as maneiras possíveis de se entreter uma pessoa por horas e horas. Essa estadunidense de 32 anos aos poucos chamou minha atenção não pelo seu visual gothic lolita ou pela música ligada ao EBM, mas sim pela criatividade insana que permeia sua obra.

A minha saga começa com Opheliac de 2006 - que nem eu sonhava que existia Dark Cabaret e EBM - e um Universo Paralelo rascunhado em um possível livro autobiográfico intitulado The Asylum for Wayward Victorian Girls. A primeira parte da obra relatava a decadente história da rotina de um Hospital Psiquiátrico atual e sua contra parte na Era Vitoriana. Emilie aqui em nossa época, Emily lá no século 18. O que se assemelhava a própria condição em que a cantora teve que passar durante uma internação em uma Clínica Psiquiátrica após tentativa de suícidio - e aborto envolvido nessa equação - em meados de 2005.

Garotas indefesas, hospitais psiquiátricos, gênios musicais, era vitoriana e show burlesco? Algo me diz que irei me me enveredar nesse mundinho obscuro e insano que Emilie Autumn criou para escapar de seus demônios internos...

Primeiramente falar sabre a obra dela é também dar uma bicada na vida pessoal de Emilie, já que está tudo tão atrelado com as passagens do livro e as músicas. Difícil vai ser manter uma coerência na hora de explicar tudo - yep, a não-linearidade da obra é contagiosa. Quem já viu a Emilie dando entrevista sobre qualquer coisa vai entender o quanto o discurso pode ser longo, confuso, cheio de referências e muitas entrelinhas para desvendar. Para não ter momento mindfuck no post, irei me atrelar aos álbuns Opheliac (2006) e o mais novo Fight Like a Girl (2012).