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sexta-feira, 22 de abril de 2016

o morgan mais velho


Eu poderia começar a escrever um livro infantil com a temática sobre a minha família por parte de pai. Daria uma estória e tanto!

Créditos da foto: Marlon Gaspar pelo Panoramio
Então hoje, após 19 anos sem uma conversa franca com o Morgan-mor, sentamos perto da Figueira Centenária, olhamos um pro outro e fomos conversar. O grande problema aqui é que a falta de comunicação perpetua dentro da família, sempre com a omissão de saberes, conhecimento, passados e lições. "Não faça o que eu faço, mas também não vou te explicar como não fazer o que fiz de errado, então é provável que você erre da mesma forma, se não mais epicamente". 

Mazomeno isso.

Já tava sentindo o comichão de ver os mais velhos por determinado assunto não-falado entre os familiares (um dos muitos), e crendo que as respostas viriam naturalmente, assim se foi.

[EDIT] OMFG havia esquecido que amanhã é dia de São Jorge!! E putz, Lua Cheia?! Resolução tava pedindo pra ser atendida prontamente!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Natal como em 1997

Voltar da casa da Entesposa após feriados sempre me deixa numa vibe meio "méh", felizmente nenhum bode veio amarrado na minha perna, pois o processo de encarar certas situações na vida familiar fazem parte do meu incrível plano de entender melhor as pessoas para me entender de vez.


Muita comida, muita risada, muito vazio. Não há mais o Hank, a varanda ocupada de coisas, muitas coisas, a chuva forte, os raios (dá um tempo Thor!), os trovôes, as mudanças de humor de todas, a paciência infinita. Aquele sentimento de não mais pertencer aquele núcleo me fez querer dar meia volta volver e correr para casa, mas na segunda hora alojada na casa da mãe, resolvi observar melhor o que estava acontecendo.

Já havia falado antes de como ela havia envelhecido nesse espaço de tempo em que não participo mais da rotina dela, como isso me deixava assustava, mas o que mais me impressionou foi o ver ela e minha irmã mais velha conviverem de um modo estranho que me pareceu familiar (???).

Foi como voltar ao ano de 1997, Betinópolis, vilarejo-brejeiro, calor dos caramba em cidadezinha do interior de Minas, só eu, mãe e irmã. Sem avós maternas, tios, progenitores que não faziam parte desse núcleo familiar que formamos durante anos. Por muito tempo, acho que desde que nasci, o trio sempre foi esse, na maior parte do tempo de minha vida eu só via minha irmã e minha mãe como participantes da rotina, ir à escola, voltar da escola, almoço, lanche da tarde, antes de dormir, sempre as duas ali. Não tenho muitas lembranças de estar perto de outras pessoas da família e isso meio que afetou minha recepção quanto à eles por muito tempo (Tios diziam que eu me escondia por horas quando eles visitavam, oh well...).

A presença de minha irmã e minha mãe na mesma mesa me amoleceu um bocado, como se 1997 não tivesse sido um dos piores anos para todo mundo ali naquela mesa, mas como voltar ao trio de uma forma diferente de olhar para as duas. A dinâmica entre inha irmã e mãe costuma ser na base do confronto direto com palavras ou piadinhas sarcásticas. O que pode ser facilmente resolvido com um: "Gente, calma, não precisa isso não...", acabou se tornando algo normal. Não porque eu estava ignorando o fato das duas trocarem farpas o tempo todo, mas porque eu não lembrava desse detalhe em 1997. Sinceramente antes de 1999 não lembro powha nenhuma da minha vida, apenas uns flashes ocasionais de coisas, mas nada muito assim concreto.

O jantar de Natal foi bem nisso, conversa paralela aqui e ali, a quantidade de passas, maçã na maionese e empadão de legumes, isso tudo para mim era suficiente, sinceramente se todas ali fossem surdas e mudas, esse momento especial de estar juntas novamente só nós três na mesa já teria sido mais que especial. E foi, de um jeito bem perturbado de perceber a briga eterna de dominância entre as duas.

Vendo especiais de Natal, mãe conversando com a vizinha gente boa que a ajudou com o Hank, minha irmã vira do nada e me diz que não sabe como lidar com isso. Isso o quê? eu pergunto e ela aponta o celular: era uma mensagem do progenitor desejando boas festas e dizendo o quanto a amava. Ele também mandou isso para mim minutos atrás e não me afetou nem um pouco. Tento compreender que certas ações das pessoas podem me ajudar a construir ou a me destruir, logo deixar alguém me afetar vem sendo difícil ultimamente. Digo que ela não precisa se preocupar mais com isso, ainda a afeta de alguma maneira? Ela diz que sim, que construiu o caráter dela e aí a minha bandeirinha vermelha de alerta. Estamos no mesmo barco, então.

Isso me fez ficar sem muito o que falar, apenas a cutuquei com o pé e disse que ela não tava sozinha nessa. Talvez seja isso que nossas vidas tenham se tornado: um belo festival de desconfiança quanto à relacionamentos, porque lá no fundo sabemos que vai dar errado. Algo. Qualquer coisa.

Saber isso de antemão ajuda bastante, mas atrapalha também.
Então me contentar com o que tenho me parece o mais lógico a fazer.
Quando eu tiver vontade de me ferrar bonito, tento de novo, não é?

E essa música é da Taylor Swift      ^____~
(E voltei a viagem com a letra dessa música na cabeça - "Clean" da Taylor Swift com a Imogen Heap do Frou-Frou - fez total sentido mesmo...)

domingo, 26 de julho de 2015

a matriarca da família Morgan de aniver

Hoje é aniversário da minha avó Sant'Anna (Yep, tem apóstrofo no nome dela e possivelmente minha obsessão com Anas venham daí), o povo está lá na casinha dela, entulhado na salinha pequena, numa bagunça só que só eles conseguem fazer e após desligar o telefone é que me veio o aperto chato no s2 que sim, mais um ano pra véinha. E ela já suportou muita coisa bizarra desse mundo - muita provação da vida, XP ganho e dragões derrubados - sinceramente eu fico desejando que sejam muitos, muitos anos de vida mesmo e espero que ela esteja bem de saúde, feliz e satisfeita com o que realizou.

Havia escrito um post no dia 13 de março de 2012 (Oh data que me persegue) sobre como havia sido a andança na casa de minha avó paterna pela primeira vez após estar mais mocinha e mais sabida das coisas. O post, seja lá como, se perdeu aqui e no Tumblr, mas pelo menos um pequeno trecho ficou para eu desenvolver nesse.

22 dias no Rio de Janeiro e essa boneca singular que me fez entender metade das perguntas que eu sempre questionava em toda minha vida. O porquê de nunca se sentir aconchegada em um local só, o porquê de estar sempre mudando de casa, de estado, de cidade, o porquê ter uma saudade esquisita por aquilo que jamais existiu, mas o que deveria sentir falta permanecia como uma nostalgia, o porquê de estar sempre agoniada com alguma coisa não explicada, mas que está ali debaixo da sua pele e infestando o seu sangue. O porquê de resolver minha vida em partes desiguais. O porquê de relutar a ir onde eu deveria estar.

Já havia comentado como ela me influenciou demais nessa vida estranha e como certas situações na família me deixam deliberando se não há algo a mais do que apenas ligação hereditária genética e tudo mais (Desconfio que minha avó saiba telepatia e faça uso constante disso). Essa viagem do trecho acima foi como o começo de uma investigação sobre essa família que pouco convivi, mas que conheço mais que a da parte materna. Como sempre: mistérios estão por ali, precisamente escondidos na pequena casinha de minha avó que criou raízes, Ia escrever altas coisas aqui, mas realmente não tá dando, a zézinha aqui tá muito chorona pra poder escrever algo bonito agora.


domingo, 1 de março de 2015

nossos fantasmas preferem nossos sonhos

Tava demorando para ter um combo mágico de pesadelo com quem amava (posso já colocar no pretérito tão nefasto? Já está na hora mesmo?) e um sonho estendido com meu progenitor. De manhã foi o de ter perdido o Walter no meio de tantos outros gatos em um aeroporto e quem salvar o dia ser minha avó - sempre a salvadora de muitos dias de nossas vidinhas medíocres - e agora isso.

Se há algo chamado inferno astral, poderia classificar esses dias que vêm se arrastando desde a semana do dia 25 passado. A data por mais aleatória possível só me foi esclarecedora quando os pesadelos começaram no dia 26.

Pintura de José Benlliure y Gil, La Barca de Caronte, 1919 (Fonte: Generalitat Valenciana Website

A conclusão veio em um pequeno enxerto de sabedoria vinda do Sonhar: "Todos nossos fantasmas preferem visitar nossos sonhos do que aparecer em nossas vidas acordadas."

TL;DR - rambling rambling, fucking rambling porque preciso tirar isso de mim em palavras antes que fique mais uma semana remoendo coisa que não preciso.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A família Morgan

Sem tantas postagens esses dias, muita coisa andou acontecendo aqui pelas quebrada.

Família Morgan visitou o recinto e sequestrei meu primo pra um interrogatório básico na luz do luar, o som das ondas e o BRILHINHUUUUU das estrelas.

Melhor coisa que fiz nesses últimos anos, com certeza.

Algumas respostas foram encontradas, algumas dúvidas explicadas, por um momento me senti um pouco mais feliz comigo mesma. É bom ter o feedback do Universo dizendo que você não arruinou tudo ou que sua vida inteira é feita de falhas pra se poder consertar.

Obrigada Universo, você é um fofuxo quando explica direitinho como as regras funcionam.

Fazia um bom tempo que não sentia essa sensação de dever cumprido no miocárdio. Deve significar alguma coisa.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Aquele momento

Sabe aquele momento em que o olhar procura pelo rosto certo, a respiração entrecortada cessar por alguns segundos, o coração pular bem na garganta e de repente a certeza estar ali bem estampada no vazio e no silêncio?
Foi o que acabei de presenciar a minha sobrinha fazer ao procurar o pai na platéia.
E não encontrar...
I know the feeling, kiddo. Também procurei pelo meu todos esses anos.
*hugs*
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