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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

[interlúdio] vivendo um dia com bode amarrado na perna

Viver com o bode amarrado na perna é mazomeno assim:

Esse bode é ilustrativo, o meu costuma ter a péssima mania
de balir tão alto que me atrapalha com o restante das coisas

Acordar terrivelmente cansade de uma noite cheia de sonhos que não vão acontecer e de pesadelos que já aconteceram e parecem não serem colocados na pasta de lixo mental que deveria desaparecer do repertório onírico, mas levantar né? Há algo a ser cumprido, logo não adianta pedir os 5 minutos na cama. É levantar, se arrumar no automático, fazer um esforço pra colocar comida no estômago e enfrentar o mundo barulhento lá fora. Aqui dentro tá bem alto também, mas depois de um tempo acostumar com a cacofonia de barulheiras vira rotina.

Porque o volume dos meus fones de ouvido está sempre no máximo, mesmo eu não conseguindo ouvir direito as músicas e a infecção sazonal no ouvido faz parte do mecanismo nada agradável de coping.

Aí surge algo que faz com que me sinta útil pra sociedade, o estágio faz isso que é uma maravilha. Ali consigo centrar o que me resta de ânimo e vontade para tarefas que não necessariamente vão gastar minha energia. Se tiver algo do tipo aí vou deixar o barulho de dentro da cachola cuspir algo nada a ver, tipo ajeitar as cadeiras de jeito diferente, botar algo diferente no telão do lab pros estudantes verem enquanto se acomodam na aula, pensar em uma postagem besta para ajudar a divulgar algo. Isso que é preciso pra tudo vir de forma mais fácil de lidar com a cabeça já cheia de palavras nada felizes sobre mim mesme, lembranças fragmentadas de episódios tristes e plim! O vídeo no telão dá munição para formular um esboço de cartaz de organização do que vou tratar no TCC. Mesmo sendo bobo, mesmo sendo amador, mesmo sendo talvez imprestável e que não vá usar.

Café. Oh café.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

[interlúdio] aquele perdão secreto

Créditos: Arte de Ner-Tamin.
Hey você, você mesmo que sei que não dei braço a torcer, não escutei, não delimitei fronteiras do onde começava o nos para o eu e você.
Você que sei que não vai escutar, também não irei falar, silêncio é a nossa arma secreta de vidas passadas em profundo eco. Vivemos pela vida de outros?

Vivemos por nossas vidas por um período de tempo, esse que o silêncio afogou aos poucos, lembranças ocas em superfícies cristalinas.

O orgulho, o rancor, o amor, tudo dissolvido em galões de água turva acumulada em chuvas e tantos trovões.

O silêncio que nos tornou um fio tão quebradiço que quebramos, relações, afeições, paixões, em prantos. Silenciosos, mas prantos, que o orgulho alcança com finos dedos ossudos, velhos e cansados, espremendo qualquer suco que tenha dado alegria as nossas vidas conjuntas de duas vidas em conjunto

Hey você que não irei mais repetir o nome sem antes engolir em seco, trancar a garganta, arder os olhos, ranger de dentes, batimentos cardíacos contidos. Hey você que não pôde ser real e assumido, comprimido, estrangulado, sufocado por tudo ao redor de nós e que nunca foi feito para durar mais que segundos.

Hey você que não verei mais, mas cinema assombrar meus sonhos, o canto do meu olho cansado, meus pesadelos paralisados, fantasma vivido de alguém que em uma chance impossível entre dois universos infinitos teria sido perfeito.

Teria
Haveria
Podia
Deveria
Pretérito mais que perfeito assombrando vidas de uma vida que aqui se afogou em águas do temor, do ardor, do esquecimento.

Hey você que algum dia sei que irei ver novamente, mas não lembrarei, ainda guardo uma pétala de uma flor
Uma canção escondida no violão
(e enterrada no meu peito até virar pó) 
Um tempero de uma vida que podia 
Um perdão secreto que jamais sairá de meus lábios 
Nem dos seus

quarta-feira, 20 de junho de 2018

a semana dos pesadelos

Assim como eventos esporádicos de nossa vida, a semana de pesadelos é um bocado tensa pra mim, pois é um aviso certeiro que minha mente está overloaded de informação.

Os feelings também fazem parte, já que este ano foi rollercoaster de emoções por trocentas coisas e descobertas e novas sensações e experiências.

Estar realizando um bom trabalho também mexe um bocado com os enredos de pesadelos. Então chego a conclusão que quando estou sendo boa demais em algo, é porque vai dar ruim. Fatalismo aqui comigo sempre...

Como já tinha relatado em post anterior, experiências de sonho lúcido foram um modo de coping as angústias de sonhos relativamente dolorosos e com monstros demais para se lutar. Quando se tem uma imaginação fértil para o cognitivo criativo, a vaca que vai pro brejo vira uma vaca revoltada com uma foice, raivosa e bípede. Sim, isso foi uma referência ao meu jogo favorito.

There is no cow level.

Exceto que na semana do pesadelo o círculo de palestras oníricas gira em torno de uma porção de atividades, desde terror noturno e episódios de paralisia do sono - que é o que tá rolando mais e tá agressivo os esquemas de sair do torpor - gatos fazendo rave de madrugada e me fazendo levantar pra ver o que será que derrubaram, viraram, se machucaram e talz. É cansativo.

Na maior parte do dia dá pra abstrair, fazer a rotina de sempre, tentar não me exaurir ao extremo pra chegar em casa, ir pro automático no chuveiro e dormir com metade do corpo fora da cama. Mas há sempre algo e esse algo vira uma série de pequenos enxertos de pesadelos que são costurados nos sonhos habituais (sonhos com rotina são os mais numerosos, eles me confundem às vezes ao acordar quando são intensos na questão de imersão).

Então uma situação que me incomoda no diário VAI vir me perturbar no sonho.
Mesmo tentando evitar de pensar demais nisso.

A semana do pesadelo não me priva de sono, mas me cansa mentalmente e fisicamente quando excede o limite possível. Já teve Passos do Luto, Clube da Luta, os sonhos que apelidei de "Cthulhu Calls" são os sonhos malucos com detalhes nada felizes e sempre terminam IRL com episódio de paralisia do sono. 

Paralisia do sono é aquela sensação em que você acorda e não consegue se mexer, falar, gritar, fazer qualquer coisa e para a cereja do bolo, há a sensação inquietante que há algo ou alguém no quarto em IRL com você. Muitos falam que esse estado de torpor é semilúcido, entre o sono profundo e o despertar, e é possível que tenha alguém (aí vai da crença de cada um, ok?) ali fazendo isso.

O que a semana de pesadelos faz comigo, acho que ninguém em IRL consegue fazer pra me tirar do sério. Pra manter o bom humor durante o dia é um custo, e os cochilos dentro do busão são mais proveitosos do que o conforto da própria cama. 

A falta de seguridade tá me perturbando até em sonhos.
Se não consigo relaxar em casa, no meu quarto que mantenho exclusivamente para dormir, então não sei mesmo como voltar ao ritmo normal e aceitável de descanso.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

devagarinho prá poder caber

O cuidado consigo mesmo é algo que se conquista com alguns entraves e engasgos. Mais tentativas e erros que acertos. Até chegar a uma fórmula ideal de manter a calma, ser paciente, estar em equilíbrio. Enquanto essa hora não chega, o que faço? Sim! Escrever é a única terapia gratuita que vem me ajudado por anos.


Debaixo do link, coisas para não me esquecer e sem alarmes e sem surpresas.
(OK computer é o álbum mais fodástico do Radiohead)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

disclaimer de final de ano

Como é que chama aquele feeling que começa fermentar bem assim do ladinho do estômago com uma pitadinha de pimenta malagueta que vai sendo adicionada aos poucos na infusão de bile amarga e suco gástrico?

Oh gastrite nervosa?
Úlcera?
Epopeia estomacal?

A garotada chama de ranço.
Então é isso mesmo que vou acabar nomeando esse estado de completa aversão a qualquer coisa vinda de certa universidade que não irei nomear, because...

Vai demorar pra expelir essa toxicidade do meu organismo pelo jeito.
(Acreditar 100% no potencial desse curso como relevante pra sociedade? Oremos para algum milagre.)

sábado, 11 de novembro de 2017

Eu sonho vidas inteiras de vez em quando

Post levemente patrocinado pela playlist da Sofrência da Alma Torturada que é até bonitinha com umas músicas dos anos 80 que dá pra rir.



Há alguns sonhos que me deixam esgotade quando acordo.

Quando há detalhes demais para absorver, lembrar sem querer, conectar pontos, relaxar no sono e curtir o REM. Nope. Esses sonhos geralmente tomam parte de todo um tempo que não consigo medir exatamente em horas reais, mas que lá, no Mundo Onírico me toma quase uma vida toda. Urrum.

Eu sonho vidas inteiras de vez em quando.

Debaixo do link, mais uma daquelas filosofações após ter sonhos estranhos com detalhes.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

sábado, 2 de setembro de 2017

[videos] heteronomia por scalene

Apenas a música resumindo a minha vida nessas três décadas e mais 365 dias. Já tá na hora de mudar o paradigma, né?

Heteronomia de acordo com um site da hora é:

"[...] dependência, submissão, obediência. É um sistema de ética segundo o qual as normas de conduta provêm de fora.

A palavra heteronomia é formada do radical grego “hetero” que significa “diferente”, e “momos” que significa “lei”, portanto, é a aceitação de normas que não são nossas, mas que reconhecemos como válidas para orientar a nossa consciência que vai discernir o valor moral de nossos atos.

Heteronomia é a condição de submissão de valores e tradições, é a obediência passiva aos costumes por conformismo ou por temor à reprovação da sociedade ou dos deuses.[...]"



Atento ao pudor e tentado a quebrá-lo

Do berço já veio a noção de pecar
É inevitável
É incontrolável
O peso nos ombros vai me dobrar

Se o perdão vai prevalecer
Por que a culpa está sempre aqui?
Quero existência sem dor
Sentir em liberdade e amor

Não é necessário se violentar
Constantes cobranças descomunais
Endeusam um lado
Demonizam o outro

Certo e errado não é de alguém
Para poder monopolizar
Quero existência sem dor
Sentir em liberdade e amor
Libertar

(o bem e a fé posto com sistema)
(doutrinário perde sua função)
(estamos sempre nos mesmos dilemas)
(que mais nos limitam do que nos faz ver)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[videos] a luz e a sombra/branco por scalene



Ainda vou ter forças para escrever algo sobre a Angie inspirada nessa música. Porque, olha só, pqp gente! Essa guriazinha eshu changeling não sai do meu campo gravitacional de escrita (tentei, tentei, não deu!) e volta e meia tem algum rascunho não processado aqui na fileira, no celular, nos cantos de páginas de textos acadêmicos.

O que para alguém que escreve deve ser uma maravilha, para alguém que NÃO QUER escrever sobre ela nesse exato momento da vida tá se tornando insuportável. Não no sentido da palavra que me aborrece, mas o de não caber mais nos feelings. Há muita coisa para se falar da Ângela Filha dos Ventos, há trocentas estórias para narrar, estruturar, redigir, editar, desgastar, vociferar, desmantelar em lágrimas, porque é isso que essa chuchuzinha faz comigo quando vem aquela inspiração das Musas.

Essa letra em especial me chamou atenção mais pela parte final da primeira música (A luz e a sombra), que é basicamente o dilema da vida da Angie no mundo Feérico. E eu levo à sério demais a concepção de personagem da mocinha, ela se estruturou de emoções que eu mesma estava experimentando na época, para então haver aquele elemento inexorável de "coincidência" (Chamem do que quiser, magia, feitiço, ligação entre dois pontos, telepatia, lalalalala i can't hear you...) e depois plim! Surge essa coisinha bizarra vestida como um acidente de carro para me atormentar de tempos em tempos.

Também tenho minhas limitações quanto ao escrever sobre ela, porque por um lado não quero dar muito spoiler e ao mesmo tempo nem apresentei ela para o mundo como queria. Talvez deva ser isso mesmo, o limiar entre o escrever apenas para mim mesme e/ou não escrever coisa alguma, ter uma contraparte fictícia me cutucando continuamente para me lembrar sobre um projeto que mais me faz querer gritar de agonia por não saber mais como escrever do que me dar boas risadas como antes.

É a fucking vida de escriba.
Alguma coisa sempre vai ser deixada para trás entre a papelada.

Acordei no chão
Despido e sem razão, e percebi

Desconstruí, nos renova
Só eu sei o que será de nossos sonhos

Só eu sei o que virá de outros mundos
Pra dizer:
Pelas ruas eu procurei
Só preto e cinza encontrei
Como irei reinventar minha sombra
O que será real?
Dessa janela eu via que o mundo atual
Não me agradaria
Por que não escolher?
Eu mesmo definir qual devo eu acolher
Só eu sei

Assim como o maldito coelho da Alice, sinto que com a Angie, estou sempre atrasade.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

essa tal liberdade

Porque não há nada melhor que aliviar a tensão de um assunto sério com uma música de pagode trash dos anos 90...

A Malévola awesome do Um sofá para Cinco havia escrito um texto muito bacana há um tempo atrás e por incrível que pareça o tópico voltou a rotina aqui das caraminholas ao me deparar com algumas conversas que ando tendo com pessoas queridas próximas.

Para fins de conhecimento, esse texto foi escrito para eu revisar meu discurso, pois é dessa forma - através da escrita - que consigo me encontrar como pessoa, como ser pensante.

Então o que eu escrever aqui são impressões que tive por experiência própria e que não necessariamente contam como a realidade de todo mundo que sofreu/sofre dependência emocional por outrem ou alguma coisa.

Um traço forte na personalidade de pessoas que já tiveram um trauma em relacionamentos de qualquer tipo é a tal da dependência emocional que nos impulsiona ou repulsiona (Essa palavra não existe btw) a nutrir ou evitar tal bichinho roedor de autoconfiança, identidade e amor próprio.

E é triste ver como uma pessoa tão centrada, pé no chão e aparentemente em sã consciência pode fazer ou causar enquanto está nesse ciclo vicioso de dependência emocional por outra pessoa ou situação que possa estar sofrendo.

conselhos valiosos

Recebi os seguintes conselhos nessas 2 últimas semanas. Valiosos, só para constar:

1 - seja mais filha da puta.
2 - tem coisa que só você vai conseguir se levantar sozinha.
3 - você precisa pedir ajuda quando precisa pedir ajuda.

São meia noite e dezesseis de uma segundona, após domingo esquisito e surreal. Triste por assim dizer, foi um vazio oco bem no meio do estômago com uma ligeira sensação de dor no baço. E com esses 3 conselhos ecoando nas caraminholas, bora filosofar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

as cargas d'agua


Para constar, não tenho um coração gelado, ele só deixou de funcionar faz um tempo. Às vezes bate mais forte por uma coisa ou outra, mas volta ao ritmo normal (quase nulo, apenas bombeando sangue para onde deve suprir o corpo) quase que instantaneamente após o estímulo cessar.

É isso que o bode amarrado na perna causa em algumas pessoas. A apatia evidente costuma se manifestar em um conjunto de ações automáticas e repetitivas pra se dar a ilusão de que se está se mexendo, movendo, saindo da inércia. Mas os momentos de silêncio, os minutinhos de conversa interior, a indiferença que se instala após muito tempo, alguma coisa que atiça o bode a balir, aí sim, a apatia vem de com força.

Tenho impulsos destrutivos também. Acontece. Os pensamentos negativos e a análise exaustiva de situações que não vão ser resolvidas pela minha pessoa também é uma forma ferrada de me destruir.
Nutrir rancor e afagar mágoas antigas também me destrói também. Mas nada é mais eficaz que esse instinto imaturo e primitivo de torcer pro carma chegar bem rápido, tanto em mim (sim, eu peço pra ser punide quando reconheço que fiz algo errado, o que sempre acontece na maior parte da minha vida) quando nos outros.

E ai desse sentimento quase irresistível de ver alguém que me magoou, ferrou psicologicamente, prejudicou estar em situação parecida ou pior.

Admitir isso é horrível quando se tenta levar a vida no de bowie-ismo, porque de acordo com a lei e lógica de raciocínio e filosofia que sigo é de manter o Equilíbrio é mais importante que alimentar esse monstro.  Ouvi essa semana algo que me fez perceber esse meu lado destrutivo se manifestando e trazendo danos pro meu lado. O carma funcionando em sua alta performance, quiriduns.

Quando uma ideia se fixa por conta de uma lembrança ou imagem visual (que costuma ser o meu ponto de rememorar entonces mais ativo), vou querer dissecar o porquê. Mas literalmente destrinchar a situação é ideia toda, até deixá-las expostas em suas carcaças e apontar por A + B que em tal ponto eu fui inteiramente culpade daquilo e onde termina meu fardo. É ali que se desenvolve um serzinho miserável que por muito tempo achei que era meu auxiliar em escolhas nada convencionais na vida, mas que depois de disseca-lo descobri que é a maldita chama que Prometeu roubou lá naquele mito: insolência com qualquer tipo de lei que exista.

Os impulsos destrutivos começam nesse padrão, eu consigo, eu posso, eu tenho capacidade, eu aguento, eu faço, eu eu eu eu... E o bode amarrado na perna bale: "Ah é modafóca? Faz agora enquanto eu encho teu repertório com milhares de coisas pra se arrepender, dezenas de coisas para querer desistir de tudo e poucas coisinhas, bem minúsculas pra se lembrar que vale a pena acordar todas as manhãs."



Porque tem dias que não quero nem sair da cama, não dar satisfação a ninguém, me enterrar em algum buraco imaginário dentro do meu cérebro e ficar lá até meu corpo começar a gritar que precisa de fazer as coisas normais da vida. Tem dias que não quero ir pro estágio, ir à aula, desistir de qualquer interação social que me enfiei para provar a mim mesma e ao serzinho miserável que eu era mais forte e capaz de coisas legais. Tem dias que quero dar umas sacudidas em pessoas que considero e amo e dizer em alto e bom som: deixa de ser trouxa e vai viver a vida. Tem dias em que desejo terrivelmente que quem me fez chegar a esse ponto (inclusive eu mesme) tenha um castigo bem lento e deplorável. Piriri por 1 semana, perder o paladar, ser admoestado/passe vergonha publicamente, ter seu coração jogado no lixo, por aí vai. Minha imaginação é fértil para punições que não ameacem a integridade física, mas oh posso dar listas de como deixar impressões e lembranças amargas.

Mas aí vem a lei do carma e ela é infalível. Ter esses impulsos de pensamentos ruins me traz consequências, me faz perceber bem rápido o quanto não posso me deixar levar pelo balido do bode. Equilíbrio é o ponto chave da existência, manchar essa dádiva com rancor não me traz felicidade, apenas sofrimento. Óbvio.

A música e o trabalho (Ou estar produzindo algo como escrever nesse blog) me aliviam bastante dessa situação, estar perto da praia também, sexo também se provou ser um ótimo remédio (olá química e fisiologia básica? Ocitocina, adrenalina e serotonina?), por enquanto. Se a fórmula vai funcionar pro resto da minha vida de escriba, aí nem quero pensar muito não.

Algumas pessoas já me recomendaram praticar esportes, socar coisas (não coisas vivas), fazer academia, tomar remédio, parar de ser fresca, ter mais Deus na minha vida, parar de complicar tanto.
 
Vivendo um dia de cada vez. 
Eliminando um pensamento negativo a cada minuto. 
Tentando não completar o círculo vicioso da destruição.














segunda-feira, 8 de agosto de 2016

bola de canhão



Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball
(Lisa Hannigan cantando Cannonball do Damien Rice)

Crescer é uma coisa bizarra que acontece com cada criatura desse universo, não tem como escapar mesmo com síndrome de Peter Pan que seja. O trem das células e elasticidade dos tecidos? Bem isso.
Sobreviver ao processo é legal se encontrar uma lógica nesse negócio todo, alguém tão centrada na powha do funcionamento total das engrenagens como eu fico feliz de ter essas pequenas demonstrações do Universo de "Hey amontoado de átomos insignificante que acha que tem crânio propenso para abrigar um órgão primitivo com capacidades únicas de raciocínio, você é um amontoado não tão idiota assim!".

A descrição da fala do Universo é linda, porque dentro da minha cabeça soa como o Morgan Freeman, logo precisa ser mais longa.

Perder meu tempo na adolescência trancadx no meu quarto, escrevendo incessantemente sobre personagens que encaravam a Dona Muerte como algo trivial anda me ajudando em muitas coisas que estão seguindo um rumo inesperado.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

[poesia] sem título

Talvez vá chegar esse dia, em que a troca de olhares seja diferente
O gosto no paladar não mais acrescente
Enquanto uma alma está pronta pra se entregar
A outra queira dizer que não há mais nada
Que o mundo lá fora é sua morada
E que não há nada aqui dentro que a prenda no corpo

E quando esse dia chegar
Espero dessa vez ser apenas espectadorx
Não mais notar que o brilho nos olhos abrandou
Na verdade, gelou
Para um pálido cinza nevoento que não quer espera nada

Porque é isso que talvez esse dia seja
Quando se está totalmente preparadx para dizer o que mais importa
Para as palavras serem trancadas pra sempre antes
De subir pela garganta, encontrar os lábios
Sussurrar com a certeza de que fez o certo

E esse dia, espero que seja, eu esteja
Apenas na plateia, vendo o desenrolar
De um conto de fadas que poderia ser perfeito
Quando uma alma quer se doar com o que tem
E a outra que prefere ignorar

Talvez o dia chegue e as palavras jamais saiam
Se engasguem entre os pulmões e ali fiquem
Sem cano de escape, cirurgia ou exorcismo
Para que na próxima vez (Se tiver) seja breve
Não vá além do que deveria ser
Não se atrever a ir longe demais quando não se sabe o caminho direito

Talvez vá chegar esse dia, em que outra alma irá fazer companhia
Na figura curvada de 97 anos, cadeira de balanço e dentadura na gengiva
Ou na pequeneza em quatro patas, focinho gelado e longos cochilos
Talvez chegue, talvez não. Talvez nem tenha existido, ou tenha sido em vão

E esse dia, espero que seja, eu esteja
Apenas de soslaio de olho, cara enfiada em um miolo
De um livro bem grosso e interessante
Pra eu dar a devida atenção ao que é mais relevante
E parar de pensar por um instante que contos de fadas existem

sexta-feira, 22 de abril de 2016

o morgan mais velho


Eu poderia começar a escrever um livro infantil com a temática sobre a minha família por parte de pai. Daria uma estória e tanto!

Créditos da foto: Marlon Gaspar pelo Panoramio
Então hoje, após 19 anos sem uma conversa franca com o Morgan-mor, sentamos perto da Figueira Centenária, olhamos um pro outro e fomos conversar. O grande problema aqui é que a falta de comunicação perpetua dentro da família, sempre com a omissão de saberes, conhecimento, passados e lições. "Não faça o que eu faço, mas também não vou te explicar como não fazer o que fiz de errado, então é provável que você erre da mesma forma, se não mais epicamente". 

Mazomeno isso.

Já tava sentindo o comichão de ver os mais velhos por determinado assunto não-falado entre os familiares (um dos muitos), e crendo que as respostas viriam naturalmente, assim se foi.

[EDIT] OMFG havia esquecido que amanhã é dia de São Jorge!! E putz, Lua Cheia?! Resolução tava pedindo pra ser atendida prontamente!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

orestes feelings

Yo dude! I know the feeling bro!

O Remorso de Orestes - William-Adolphe Bouguereau - Fonte: Meu Caderninho Verde
Ia escrever outro texto, aí lembrei que precisava fazer meu almoço pra amanhã.
Algumas prioridades na vida precisam ser consideradas.

Ps: depois da notícia de final da noite, era pra mudar a powha da figura pra uma do Édipo arrancando os próprios olhos, aí sim ficaria bem ilustrativo. Aliás, tem essa cena? Não, não tem...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

No passinho da Elvira pro sabadão

Sábado começou tão bem, tão legal, tão zen, aí acordar com sonho angst não é legal. Porque a Dama Ironia da Vida está sempre ativada quando se trata de sonhos vívidos com pessoas que NÃO se deveria mais sonhar.
(E o pior o não querer se preocupar por achar que a pessoa está precisando de alguma coisa)

Obrigada Universo, muito obrigada.

sábado, 24 de janeiro de 2015

o probrema com a ágave

(Vou ter que empacar na Guinness forévis pelo jeito)

Haha, agora vou ter que negar. Não consigo nem mais sentir o cheiro. Damn it!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

[videos] Breathe Me por Sia

Apesar de estar com a trilha sonora de Penny Dreadful na playlist do PC o dia todo,chamou minha atenção no domingo essa criaturinha australiana chamada Sia. E essa música é perfeição!
(E não é que a bendita é em escala de Lá Menor? Voooooou te contar!)



Help, I have done it again - I have been here many times before
Hurt myself again today - And the worst part is there's no one else to blame

Be my friend - Hold me, wrap me up
Unfold me - I am small and needy
Warm me up - And breathe me

Ouch I have lost myself again - Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break - I've lost myself again and I feel unsafe

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

dica de site: Elephant Journal e artigo sobre Mother-wound

Vou deixar esse link de artigo aqui (aliás agradecendo muito a Ju Umbelino lá do Nerdivinas por compartilhar esse site), pois preciso me lembrar de ler pelo menos umas trocentas vezes antes de ter mais outra crise existencial.

Esse artigo em particular me chamou atenção devido ao fato de argumentar como os feelings ou a falta deles que rola em uma família - mãe passando para filha passando para neta e por aí vai - pode afetar as vidas de muitas pessoas (Principalmente as mulheres). Uma questão interessante que a autora deixou foi o fato do karma estar agindo nesses casos (pelo que dei uma pesquisada a autora também escreve muito sobre assuntos relacionados a saúde e bem-estar e yoga), ela deu o exemplo de sua própria família e como essa mother-wound (ferida materna?) atrapalha demais em certos aspectos da vida emocional de suas filhas - inseguridade na maior parte do tempo.


Fonte: http://www.elephantjournal.com/2014/04/is-the-mother-wound-ruining-our-romantic-relationships/

Freudianos freudianarão, e todo aquele papo de culpar exclusivamente a mãe pelos problemas subsequentes dos filhos não entra na minha cabeça como algo aceitável, mas sim como consequência de algo que já está enraizado na nossa cultura patriarcal. A repreensão vem desde criança, a submissão desde o berço, a escolhas baseadas em opções excludentes desde sempre e quanto mais o filtro vai afunilando, menos escapatória há para se ter uma vida saudável e psicologicamente estável.

O modo como somos criadas desde pequenas, com essas opções excludentes nos sufocando até as tampas, faz com que muita coisa se retraia e também se desenvolva em nossas personalidades. Infelizmente faço essas comparações quase o tempo todo devido a uma simples afirmação que constantemente me era colocada quando criança: "Não seja como (fulano/fulana de tal)", logo ter toda esse entendimento que "não devo ser como o outro" deixou um belo rastro de problemas não resolvidos.

Óbvio que no final do artigo eu fiquei WTF - oh a negação, a Santa Ana Negação de todos os dias - mas como disse anteriormente: guardando para posteridade. Se em 15 anos de intensa pesquisa sobre o que não devo ser ou quem não devo seguir me serviu pra alguma coisa, ter esse apoio discursivo é uma boa para deliberar o que raios acontece comigo quando tento ser um pouco mais afetiva.