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sexta-feira, 9 de junho de 2017

there's a hole here - it's gone now


Créditos: Helen Green

Essa postagem era para ter saído no dia 09/01/2016, mas por forças maiores e óbvias só consegui voltar a ela hoje. E tá incompleta, porque dói. Dói demais.

A minha breve história de adoração por David Bowie.

Fui conhecer o dito cidadão de Marte disfarçado de Duque quando era pequenine. Tinha esse VHS do Queen (Greatest Hits volume II) que começava com "Kinda of magic" e o segundo vídeo era todo agitado com um robô com a cara do Mercury. A música era "Under Pressure" e eu adorava ouvir o baixo dessa música. A voz que cantava com o Freddie não sabia quem era, mas hey! Aquele VHS furou de tanto eu rebobinar.

Cresci, a escola com seu intuito de instruir jovens como eu, resolveu passar Diário de um Adolescente e Christiane F. pras turmas. Óbvio que foi sem debate e nem escrever aquela redação com frases como "Não use dorgas, mmmmmkay?". Eu não tava nem aí pro enredo do filme (que aos meus 12 anos era pavoroso), o que me chamou atenção foi esse cara finérrimo, ali no fundo da cena, cantando Helden e Station to Station e na hora reconheci a voz: era o tio junto do Freddie!!

Em 1998 Internet sequer existia na cidade onde eu morava e pra descobrir quem era o bendito foi um sufoco. Saber dele mesmo só em 2001-2002 através de uma fanfiction muito fofa de uma escritora com email bem weird (garotadaserraeletrica yey!), ela havia começado a fic citando Bowie e depois finalizou com festa de arromba com Rebel, Rebel.

Meu coraçãozinho foi tomado pelo alien ruivo canhoto com as duas aranhas de Marte naquele instante.

2004 fui pras playlist dark e Trentonildo fez uma parceria boa com Bowie, I'm afraid of Americans me rendeu muita risada e piada interna com a Ella Dee, assim como a interpretação de Hurt mais doída possível.

Quando entreguei minha alma pro Vaticano a prestação (PUC) o Patrono ecoava em meus ouvidos por questões de sobrevivência, eu sabia que não ia aguentar o tranco da adultice e toda parafernália teórica sendo entulhada dentro do meu cérebro antes de completar 19 anos. Me refugiado no conforto da voz tão diferente de um cara que se reinventava a cada década, ria um bocado com a fase dos anos 80 (China Girl e Dancing in the street, gente!), entendi o angst em Christiane F., a trilogia de Berlim, as parcerias com Lou Reed, Iggy Pop, Placebo, Tina Turner e Cher. Fiz a viagem ao contrário, vamos dizer assim. 

Até encontrar uma admiração profunda pelo seu alterego Ziggy Stardust.
Ziggy é o Starman, provavelmente bateu altos papos com Major Tom sentado em sua latinha de alumínio. Ziggy cantou Space Oddity e jamais esquecerei de como isso significou pra mim.

Ali na fase EBM dos anos 2000 achei que não ia largar da minha crendice em ficar no Bowie dos anos 70, me surpreendi com Heathen e a Reality Tour. Heroes tocava no repeat no final de 2007, precisava acreditar naquelas palavras.

Dali pra frente meu amor incondicional a um cara britânico que eu sabia que jamais iria ver um show seguiu e continua até hoje. David Bowie foi um dos poucos artistas que me representa como pessoa, desde sua camaleonice com fluidez, ao modo de tratar a realidade com aquele sarcasmo lírico que tanto preciso. Forévis no meu coração, Duque. Rei dos Goblins. Nicholas Tesla. Clone da Tilda Swinton. Forévis.

Obrigade por existir nesse espaço-tempo em que habito ainda. Você sempre será meu ídolo, meu pai que nunca tive, o cara dos meus sonhos, minha terceira avó.




segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

lá se vai o Starman...

[post escrito com uma quantidade enorme de sorvete de uva para acalmar a ansiedade]



Esse cara surgiu na minha vida de escriba quando eu era pequena ainda, uns 6 ou 7 anos, vendo o VHS duplo dos vídeos do Queen que meu progenitor tanto adorava e que minha irmã acabou adotando em seu repertório musical nortuno que atrapalhava meu sono aos 12 anos. Mesmo com Under Pressure e o vídeo distópico com cenas de Metropolis, o young dude tinha uma voz diferente da maioria dos cantores que eu conhecia e aí ficou a fixação.

Depois Christiane F., eita filminho que jamais esquecerei. Na trilha sonora e aparição básica em cenas do filme? Lá estava o young dude de voz linda e diferente. Saber quem ele era naquela época (não tinha internet gente!) era como descobrir agulha no palheiro, fui consultar a irmã mais velha e ela deu a resposta: era o mesmo cara do Queen, aquele do video esquisito.

Rebel Never Gets Old
Rebel Never Gets Old (Photo credit: Wikipedia)
Cresci, virei adolescente no trash-pop, volta e meia alguém repetia o nome do cara como influência, até eu encontrar a Letras e all the jazz. Nesse interím fui me enfiar com os fanfiqueiros (E lá achei meu lugar!), e a seguinte passagem de um fanfiction original pouco divulgado (Mas que deveria virar filme ou algo do tipo de tão bom que era) me chamou mais atenção: era a letra de Rebel, Rebel sendo cantada em um quase-casamento. O amor ao glam estava selado.

Já estava enturmada com tio Dave devido ao Trentonildo (NIN), depois de "I'm afraid of Americans" e os vídeos bizarros que só passavam depois da meia-noite na MTV, ter David Bowie como referência na minha vida de pseudo-cética foi um alívio criativo incrível. Eu me sentia menos deslocada com a voz dele, as letras dos primeiros álbuns me chamaram mais atenção que as psicodelias eletrônicas dos anos 90, Ziggy Stardust adentrou no meu coraçãozinho gelado no jeitinho marciano que ele tinha - e sim, com muita maluquice psicodélica dos anos 70 - e ficou ali, abrigado em algum ventrículo, pronto para bombear glamour e lolz.

Ele ficou conhecido como o "Patrono" devido a uma visita linda ao antro vil e maléfico da federal mineira, em que o cara era louvado pelos estudantes da Letras e Space Oddity era o hino não-oficial de qualquer coisa relacionada ao curso. Desde então tenho ele como meu protetor e salvador nas horas difíceis em que a Banalidade atinge em cheio o meu peito de changeling recalcada e me deixa mal.



O fangirl cresceu após algum tempo, o glam rock dos anos 70 para o pop-euro-trash-chik-da-Trilogia-de-Berlim, o China Girl com Dancing in the Streets, de Rei Goblin que poderia muito bem ter sido Celeborn (I wouldn't miiiiiiind!), do comecinho do EBM com o Tin Machine para a fase eletrônica de Heathen. Eu simplesmente amava tudo que esse cara produzia, como uma máquina sonhos ambulante, um gênio de intensidade aliada com a confusão de um lunático.

Ele era o meu alien favorito, até fiz uma ficha de RPG de um goblin engenhoqueiro que tinha 2 aranhas como mascote para uma aventura de Tormenta...

Ele era o meu role-model. Um cara sendo meu role-model.

E mesmo que seja fora dos padrões, ele não era só um cara, ele era o Camaleão. Aquele que mudava de tantas e tantas, que às vezes parecia normalzinho para nos surpreender com o nonsense e a extravagância. Já velhinho, body swap com a Tilda Swinton e ficar olhando a foto achando que ela era ele e ele era ela. O Camaleão tem dessas coisas.

A coragem que eu encontrava nas músicas perdura, ouvir Starman me aliviou de muitas dores, rir com as baboseiras românticas de Love you 'til TuesdayModern Love, Soul Love, escandalizar ao entender a letra de Five Years, me sentir diva com Queen Bitch, despirocar o cabeçote com Rebel, Rebel, me emocionar com Heroes, muitas e muitas lembranças.

Seja lá para onde ele deva fazer shows e agraciar sua existência além dos terráqueos, Starman você foi adorado por muitas pessoas, pode ter certeza que sua vinda não foi despercebida.

Farewell, minha terceira avó! Farewell!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

thanks (young) dude!

Valeu Patrono!
Cê moldou parte da minha vida psicodélica!

"You've got your mother in a whirl
She's not sure if you're a boy or a girl
Hey babe, your hair's alright
Hey babe, let's go out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when they're playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say I'm wrong
You tacky thing, you put them on

Rebel Rebel, you've torn your dress
Rebel Rebel, your face is a mess
Rebel Rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!

You've got your mother in a whirl 'cause she's
Not sure if you're a boy or a girl
Hey babe, your hair's alright
Hey babe, let's stay out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when they're playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say I'm wrong
You tacky thing, you put them on

Rebel Rebel, you've torn your dress
Rebel Rebel, your face is a mess
Rebel Rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!

You've torn your dress, your face is a mess
You can't get enough, but enough ain't the test
You've got your transmission and your live wire
You got your cue line and a handful of ludes
You wanna be there when they count up the dudes
And I love your dress
You're a juvenile success
Because your face is a mess
So how could they know?
I said, how could they know?

So what you wanna know
Calamity's child, chi-chi, chi-chi
Where'd you wanna go?
What can I do for you? Looks like you've been there too
'Cause you've torn your dress
And your face is a mess
Ooo, your face is a mess
Ooo, ooo, so how could they know?
Eh, eh, how could they know"


domingo, 27 de outubro de 2013

[video] Tio Dave Patrono Bowie - The prettiest star

Essa música foi umas das primeiras que ouvi do Tio Dave, apresentada por uma pessoa igualmente maravilhosa. Eru abençoe os dias que virão e não apague as marcas nas trilhas que já foram percorridas.

Que assim seja, aserehe ra de re, Námariê, utererê, muito pó de pemba, axé e luz azul.
Ah! PUDIM!
I hope you're doing great, and happie b-day!



sábado, 3 de agosto de 2013

Introduzindo a Playlist Dark - parte 1

Como eu tenho ideias muito originais e estupendamente incríveis (Sim, modéstia também faz parte das minhas qualidades tão esmeradas durante anos de pesquisa intensa), vou mostrar em alguns posts em como sua vida pode mudar ouvindo EBM - eletronic body music - já que é um dos estilos musicais que mais fazem parte da minha biblioteca musical. E porque é sexy, libertador e me dá vontade de escrever (A Arte e Pulsão de Morte by Freud, olááá?!). E porque pode ser até engraçado tentar explicar isso sem parecer pervertida ou maluca.

O primeiro a inaugurar os esquemas aqui  se intitula: "Como doutrinar um incauto ouvinte na Playlist Dark do EBM"

Há vários modos de se apresentar EBM - eletronic body music, uma variante do metal/eletrônico/industrial vindo lá de Berlim - para pessoas inocentes, mas curiosas pelo estilo musical. O mais importante de tudo é fazer isso com cuidado e sempre com consentimento psicológico para não haver aversão depois.

Claro que às vezes o tiro pode ser headshot e a pessoa jamais querer ouvir nisso por ser "coisa de maluco metido a doido" demais, mas vamos por partes: se você gosta de David Bowie na fase dos anos 90 pra frente, vai gostar de EBM. Se acha que Rammstein é o máximo, também pode ficar tranquilo que é o mesmo esquema, até a Nienna aka Amy Lee do Evanescence bebe da mesma fonte.

Alguns avisos são importantes: não recomendo ouvir EBM com fones de ouvido. Aliás, não recomendo mesmo ouvir tudo dessa seleção aqui com fones de ouvido, se quer causar damage permanente em algum aparelho auditivo, que seja o dos seus vizinhos ou familiares. Alguns temas tratados nos vídeos são NSFW, Rating-18 e definitivamente NÃO deixe as quianças na sala/quarto. Não me culpe caso alguém fique traumatizado pro resto da vida (Eu sei, eu sei...)! Não enviem suas contas de terapia pro meu endereço, não me xinguem por mostrar de forma explícita como entender esse universo oculto.

(Para não haver confusão, esse passo-a-passo foi testado inicialmente em mim, depois em mais 2 pessoas e até que deu certo, logo então, concluo que foi satisfatório o resultado!)

Tudo começa no Patrono Bowie, claro. Ali a partir de "Earthling" (1997) pra frente, se bem que com o projeto Tin Machine de 1989 ele já tava flertando com música eletrônica demais, mas bem. Começa com esse vídeo aqui!



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Patrono Bowie: para sempre seja louvado

[Texto integral originalmente publicado no site Nerdivinas.com no dia 11 de abril de 2013]

O camaleão da música, o revolucionário do Glam Rock, o alien marciano, o garoto de Berlim, o David Bowie!

O maravilhoso artista de diversas faces e fases está de volta com seu novo álbum The Next Day, mostrando que não perdeu o encanto e a magia dos anos anteriores. Lançado no começo de fevereiro, The Next Day, traz um conjunto de baladas compostas na medida certa que Bowie pode fazer. Os flertes com a música eletrônica continuam, mas não tão intensos quanto seus últimos álbuns de estúdio Heathen (2002) e Reality (2003). Dez anos depois, o puro rock mesclado com o jazz e umas pitadas de modernismo fazem parte de The Next Day, sendo que sua campanha de lançamento foi altamente compartilhada nas Redes Sociais para a escolha da capa (e sub-capas) do CD.

O primeiro single, Where are we now? é uma balada melancólica com um vídeo dirigido por Tony Oursler seguindo um padrão que os fãs do Bowie já estão acostumados, a esquisitice cinematográfica.

 
Já o single lançado há algumas semanas atrás, Stars (Are out tonight), foi dirigido por Floria Sigismondi em formato de filme estrelando a atriz Tilda Swinton (a impecável Feiticeira Branca de Crônicas de Nárnia e Gabriel de Constantine) sobre um casal de meia idade atormentado por fantasmas do passado.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Survive - David Bowie

[originalmente postado em 05/04/11 11:10]


Não se esqueçam de ir a página no Youtube para ler os comentários: 80% era sobre as habilidades do tio Dave cozinhar um ovo, 5% de como ele sabe usar a Força e os outros 15% tá reclamando do povo que falou do ovo mal cozido. Hilário!!
A letra é fofa, e eu jurava que no bridge antes do refrão fosse give me money for french fries, eu sei é totalmente nonsense, mas faz sentido no contexto do vazio. Mas já que ele escreveu give me money for a change of face a alçada não é mais minha. Prefiro a do french fries. Duas possibilidades: Estou lentamente ficando insana (girar girar girar) ou pode ser Jedi Mind Trick na música pra dar o dinheiro pra ele comprar batata-frita. Batata-frita é legal…
(incoerente como sempre…)

Do Álbum Hours… até então Survive, The pretty things are going to Hell e If I’m dreaming of my life estão disputando minha playlist, já Thurday’s Child foi bizonho ouvir sem a versão do vídeo – Tio Dave canta junto com ele mesmo, pigarreia, escova os dentes, essas coisas que rippando áudio de vídeo dá.

Para a letra, segue o link: David Bowie – Survive Lyrics @ LyricsTime.com

Hoje não é um dia bom para falar direitinho, metade dos meus neurônios se foram com o último episódio de Firefly ontem – Jaynetown – e pelo filme francês maluco com a Clemmy. Enquanto não recupero a massa cinzenta, aproveito o friozinho bom aqui no Vilarejo-Brejeiro que resolveu aparecer, a chuva que persiste e o esfregão na porta da loja para limpar o rastro de lama que a galera traz pra dentro, ebaaaaaaaaaaaaa.
(girar girar girar e girar é uma sensação de… PÁRA com a moto na BR!! você não me conhece…)
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