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quarta-feira, 5 de julho de 2017

[conto com angie] o esquecimento

Título: O Esquecimento (por BRMorgan)
Cenário: Projeto Feérico.
Classificação: PG-13.
Tamanho: 1.654 palavras.
Status: Completa.
Disclaimer: Esse conto faz parte de algum rascunho perdido meu do Projeto Feérico que vocês podem ver os pedaços sendo costurados aqui nesse post [x]. Esse plot me foi narrado há 5 anos atrás. Resolvi fechar um ciclo que estava precisando ser terminado.
Personagens: Gaimer Jones (Stardancer), Angie.
Resumo: O Tempo passa diferente para os feéricos, os mais velhos sentem isso diferente. Para aqueles que se esquecem do Sonhar, as consequências são muitas. O Esquecimento é um dos mais tenebrosos acontecimentos que um feérico pode sofrer em sua longa vida. Angie sabe muito bem disso. 
N/A: ouvindo In Every Sunflower do Bell X1 no repeat?


A porta de madeira, a tela da varanda meio comida no chão pelos cães de anos atrás, enterrados por padecerem de velhice no quintal dos fundos. O clima da primavera de um sol tórrido lá fora no asfalto e o mormaço habitual do começo da tarde. O som baixo da vitrola localizada em cima da geladeira, a rádio local dando informações da tempestade que caíra dia atrás na cidadezinha. 

Seu telhado sobrevivera por pouco com a ventania e os galhos quebrados espalhados pelo quintal da frente. Dentro de casa era como uma muralha de sentimentos medidos e calculados. Ali entre a tela da varanda para proteger de mosquitos e moscas, ruminava com sua miopia:
Quem bateria a sua porta essa hora da tarde quente?

Na poltrona deixou seu objeto de trabalho, a talha para madeira, o objeto esculpido em uma das mãos, os passos lentos causados pelo avanço da idade. 

Chave menor.
Chave maior .
Uma virada no trinco sem óleo.
Trinco com corrente de correr.
Porta de madeira primeiro .
Tela da varanda depois. 
Estava esquecendo de algo? 
(Sim, perguntar antes de tudo quem estava na porta) 

A cozinha era menor que lembrava, tantos anos atrás.
Cada coisa em seu lugar.
A mesinha farta de lanchinhos da tarde, ocupada por livros velhos, encerados, encadernados. Pequenas peças de madeira, gatos em miniaturas bem detalhadas, pintados a mão, alguns com detalhes tão vivos em pedrinhas coladas, outros em poses esquisitas esperando uma crítica menor. 

O barulho do microondas chamou atenção dos dois ocupantes daquela cozinha minúscula.
Um bipe mecânico que anunciava a saída de algo a se sorver amargamente.
Café requentado.
Para a visitante com leite tipo C para ficar ralinho.
Açúcar.
Muito.
Ainda perguntaria para essa visita regular o porquê de tanto açúcar. 
O médico dissera que açúcar fazia mal. E ovo e queijo e carne e manteiga. Comia pão molhado no café para satisfazer o gosto. Era melhor assim, o médico disse. 

- Você parece bem... - a menina disse trêmula. Ela sempre tentava esconder o medo na voz. Pigarreou para responder, era o começo de conversa afinal. Ser educado com a juventude era algo que aprendera no centro comunitário. 
- Ando fazendo exercícios... Ajuda a manter o pique. 
- Bacana, tranquilinho... 
- E você, como está? - ela deu de ombros, ela sempre fazia isso quando queria enrolar. - Não tá aprontando lá naquele hotel, né? 
- Oh não! Tou dando aula pros grandões agora... Cê lembra do Quentin? Ele tá dando futebol pra criançada...
- Isso é bom...! A verdadeira felicidade no caminho da sabedoria é aquilo que passamos para os mais novos... 
- Oi? - falaram quase ao mesmo tempo.
- Sim? - cada um em seu tom de voz surpreso.
- Isso que você falou agora. 
- O que eu disse? - ele coçou a cabeça com a parte achatada da escultura que tinha começado ainda não mão. A menina foi até ao microondas, tirou o pote de tampa rosa do compartimento. Não lembrava de ter colocado aquele pote ali, muito menos de ter um pote assim. Hermético, com furinho a vácuo. Hmmmmm, prático. - Oh sopa! Legumes? 
- Como cê gosta... - ela disse com um sorriso trêmulo, servindo a mesa para dois, na companhia dos gatos de madeira, pratos fundos, colheres um pouco tortas pelo uso. Não estava frio ali, o termostato do dia era de tarde quente lá fora. Perguntaria a ela o porque de estar sempre tremendo. - Emílio mandou lembranças e caprichou no temperinho... 
- Oh sim, sim... - uma colherada se multiplicou em várias. Logo seu prato esvaziou, a colher torta deixada no fundo. Barriga cheia, gostava dessa sensação. Assim como pegar o sol da manhã quando caminhava pela vizinhança. Gostava das visitas da menina também, mas não lhe agradava o jeito como ela usava roupas.

Chamariam ele de velho rabugento, mas ela costumava aparecer como se tivesse saído de uma briga. Ou acidente de carro. 
Era essa a expressão que lembrava para descrever ela.

- Bem, bem, bem... - ele anunciou acariciando a pança avantajada da idade.
- Gostei dos gatinhos com pedrinhas... São muito bonitos. - ela comentou timidamente.
- Oh sim, levei alguns para o centro comunitário! Esses aqui são os que mais deixam as pessoas felizes... - apontando para os enfeitados com tinta especial, pedrinhas cintilantes e traços longos nas pernas. 
- São muito lindos mesmo... - lembrou se de repente que havia feito algo especial para a jovenzinha, levantou-se com dificuldade do banquinho da mesa cheia de coisas e estalando a língua, gesticulou para chamar atenção da menina que observava o seu prato de sopa ainda pela metade, frio, e uma colher torta segurada por uma mão trêmula.

Será que ela tinha tanta fome para tremer daquele jeito?
Alguns colegas do centro comunitário tinham problemas de locomoção, equilíbrio, coordenação. Faziam fisioterapia, tomavam remédios, visitavam seus médicos.
Conseguiam ter uma vida boa. 
- Espere aí, sim? Tenho algo para você... - Ele começou sua empreitada frustrada de lembrar onde tinha colocado o presente para... Para... Qual era o nome da mocinha...? Estava na ponta da língua. 

Gavetas. 
Armários. 
Debaixo da cama. 
Atrás da cortina.
Entre as almofadas do sofá.

Ela falava algo lá da cozinha minúscula, não conseguia ouvir direito pela surdez parcial em um dos ouvidos, mas a idade também prejudicava o seu entendimento. 
- Seja lá o que esteja procurando... Queria que soubesse que... 
- Calminha que vou encontrar, sim, sim... - retirando livros grossos de capas de couro e decoradas com fina caligrafia em seus títulos. 
- Eu não trocaria por nada do mundo por ter te... 
- Será que deixei na garagem? Sempre deixo coisinhas na garagem, parece coisa de velho gagá ... - Ele caminhava para lá e para cá, tentando agora lembrar do que procurava. - Oh sim! O seu presente! 
- N-não precisa, Sr. Gaimer... 
- Claro que precisa! Fiz para você, quero que fique com ele... Pra guardar de lembrança. 
- Vai valer a pena ter essa lembrança... - o sorriso dela não tremeu, foi de orelha a orelha, tristonho, quebrado, como uma despedida.

Ele parou no meio da sala, camiseta de fundo azul com uma estampa de girassóis por todos os lados, de botões amarelos, calças seguradas com um cinto novo (De quem ganhara, não lembrava), cabelos grisalhos ralos e longos bem presos no cocuruto com um elástico sem cor. Mocassins sem meias. Ele usava um relógio enorme no pulso agora.
Os dois se olharam em silêncio.
Como em uma despedida.

 - Eu não trocaria por nada nesse mundo... Por ter te conhecido...
 - Menina, você não terminou essa sopa, hein? - ele disse quase automaticamente. Não entendia porque ela ter se encolhido no lugar, como um bichinho enjaulado.
 - E-eu... - a voz vacilante, o sorriso trêmulo, tudo estava ali, mas o que era não sabia. Uma fungada profunda com um suspiro - Eu não trocaria essa dor horrível que sinto aqui dentro por nunca ter te conhecido... Você sempre foi o melhor pra mim... Sempre vai ser o melhor de mim...
 - Mas o que você está falando, hein? - o sotaque dele estava diferente da última vez que se lembrava. - Vamos, termine a sopa aí e venha me ajudar a... O que eu tava procurando mesmo?
 - Olha pra mim, por favorzinho?
 - Oi?
 - Stardancer...? - ela pediu com lágrimas nos olhos. - Olha só um pouquinho pra mim? Eu não quero esquecer disso.
 - Disso o quê? - ele deu de ombros como ela fazia quando não sabia como responder uma pergunta. Ela puxara isso dele. Em algum segundo entre respirar fundo e piscar, ele teve uma pequena fagulha de memória antiga: um caminho iluminado pelas estrelas, uma música muito bonita, uma dança, um teto cheio de pedrinhas coloridas, gatos de verdade, uma vida que não se lembrava mais de ter tido. - Menina, você tá bem?
 - Eu vou ficar. E você também. Quero muito que você fique bem.
 - Oras, não precisa chorar, hein? - ele disse se aproximando dela em passos cuidadosos, não sabia o que estava acontecendo para ela ficar tão emotiva. Ela deu um passo para frente, como se quisesse dizer algo, assim de repente, se retraiu ao mesmo tempo, segurando o corpo em um abraço em si mesma.
 - Eu te a... - a batida na porta interrompeu o momento. Gaimer Jones arrastou os pés até a porta para ver quem era a visitar.
 - Deixe-me ver quem é que está na porta, sim? - ele disse com um sorriso ameno. A jovenzinha devolveu com um aceno de mão.

Primeiro a chave menor, depois a chave maior.
Uma virada no trinco sem graxa, trinco com corrente de correr.
Porta de madeira primeiro e tela da varanda depois.
Estava esquecendo de algo? 
Perguntar antes de tudo quem era, Gaimer.
Como esquecia de uma coisa dessas?
Abriu a porta.
Era a cuidadora com as compras.
Legumes, frutas, farinha e fubá.

 - Sr. Gaimer, já em pé? - ele olhou ao redor na sala de tantos móveis e quinquilharias suas.
 - Sim, sim... Me senti disposto essa manhã... - ele disse coçando a cabeça com a parte achatada da escultura em que trabalhava algumas horas.
 - Bem, isso é bom! - a cuidadora de idosos do condomínio residencial em que Gaimer Jones, renomado fotógrafo, explorador de savanas, lugares exóticos e países fora do mapa. Ela tirou as compras das sacolas e com uma voz calma e monótona puxou conversa. - O que acha de sopa? Capricho no temperinho que você tanto gosta... - ela disse com uma voz mais instigante. Era como ela ganhava as discussões.
 - Sopa é ótimo! - ele coçou a cabeça novamente e encarou seus mocassins. Será que esquecera de alguma coisa e não conseguia lembrar o quê? Olhou o seu relógio de pulso, parara de funcionar há 13 minutos atrás.

 - Está procurando por alguma coisa, Sr. Gaimer?
 - Não, não... Acho que acabei me confundindo de novo com o que fazer... Meu relógio pifou. - mostrando o pulso para ela.
 - Está tudo bem mesmo? - a cuidadora perguntou com mais ênfase. Ela fazia perguntas demais quando achava que ele estava ficando gagá.
 - Sim, jovenzinha... Não precisa se preocupar, hein? Vou voltar ao trabalho, tenho 2 gatos para terminar antes do almoço...
 - Oh e para quem será esses presentes tão adoráveis...?
 - E-eu não sei... - ele respondeu para si mesmo, testa franzida, um pote de tampa rosa que não era seu ali na mesinha da cozinha minúscula. Estava esquecendo de algo que não...?

...

(Alguns ciclos precisavam ser completados. Outros caíam no esquecimento)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[videos] a luz e a sombra/branco por scalene



Ainda vou ter forças para escrever algo sobre a Angie inspirada nessa música. Porque, olha só, pqp gente! Essa guriazinha eshu changeling não sai do meu campo gravitacional de escrita (tentei, tentei, não deu!) e volta e meia tem algum rascunho não processado aqui na fileira, no celular, nos cantos de páginas de textos acadêmicos.

O que para alguém que escreve deve ser uma maravilha, para alguém que NÃO QUER escrever sobre ela nesse exato momento da vida tá se tornando insuportável. Não no sentido da palavra que me aborrece, mas o de não caber mais nos feelings. Há muita coisa para se falar da Ângela Filha dos Ventos, há trocentas estórias para narrar, estruturar, redigir, editar, desgastar, vociferar, desmantelar em lágrimas, porque é isso que essa chuchuzinha faz comigo quando vem aquela inspiração das Musas.

Essa letra em especial me chamou atenção mais pela parte final da primeira música (A luz e a sombra), que é basicamente o dilema da vida da Angie no mundo Feérico. E eu levo à sério demais a concepção de personagem da mocinha, ela se estruturou de emoções que eu mesma estava experimentando na época, para então haver aquele elemento inexorável de "coincidência" (Chamem do que quiser, magia, feitiço, ligação entre dois pontos, telepatia, lalalalala i can't hear you...) e depois plim! Surge essa coisinha bizarra vestida como um acidente de carro para me atormentar de tempos em tempos.

Também tenho minhas limitações quanto ao escrever sobre ela, porque por um lado não quero dar muito spoiler e ao mesmo tempo nem apresentei ela para o mundo como queria. Talvez deva ser isso mesmo, o limiar entre o escrever apenas para mim mesme e/ou não escrever coisa alguma, ter uma contraparte fictícia me cutucando continuamente para me lembrar sobre um projeto que mais me faz querer gritar de agonia por não saber mais como escrever do que me dar boas risadas como antes.

É a fucking vida de escriba.
Alguma coisa sempre vai ser deixada para trás entre a papelada.

Acordei no chão
Despido e sem razão, e percebi

Desconstruí, nos renova
Só eu sei o que será de nossos sonhos

Só eu sei o que virá de outros mundos
Pra dizer:
Pelas ruas eu procurei
Só preto e cinza encontrei
Como irei reinventar minha sombra
O que será real?
Dessa janela eu via que o mundo atual
Não me agradaria
Por que não escolher?
Eu mesmo definir qual devo eu acolher
Só eu sei

Assim como o maldito coelho da Alice, sinto que com a Angie, estou sempre atrasade.

sábado, 28 de novembro de 2015

sonhos estranhos com detalhes - ultimato de personagens favoritos

[Esse post é para eu me lembrar que preciso levar mais a sério a escrita literária. O Projeto Feérico tá parado faz tempos e não continuo por pura distração, procrastinação, medo ou sei lá o quê]

Fazia tempos que não sonhava com a Ângela Maricotinha da Silva Sauro dando pitaco nos meus sonhos, acho que meu cérebro foi induzido pelo excesso de adrenalina de ontem com o cd novo do The Corrs.

A criaturinha vestida como um acidente de carro estava comendo na minha cozinha (óbvio) e fazendo alguma coisa no meu celular, mas acho que era o celular dela, mas parecia com o meu, sei que saí do quarto e perguntei pra ela se queria café e talz - coisa de anfitriã nada organizada como eu faço - e aí ela emendou que já tinha feito e tava esperando o ônibus para voltar pra casa.

Até aí tudo bem, dá para se relevar um sonho sendo comum com algo do cotidiano acontecendo - não que eu vá ter gente na minha casa todos os dias, muito difícil - mas aí ela mastigou o biscoito que tava na mão e terminou de escrever algo no celular e me olhou. O diálogo a seguir foi feito em um inglês confuso com sotaque redneck e com um certo tom histérico vindo de minha parte.

Bem, a Angie disse que tava morta (???) eu entrei em modo WTF NÃO A MINHA PERSONAGEM FAVORITA!!!, mas ela me acalmou dizendo que sempre foi assim, meu costume de matar os protagonistas tinha que se perpetuar. Aí barganhei dizendo que matava qualquer outra pessoa, todo mundo se necessário, não ela, mas ela falou que não havia happie ending para essa história (Da onde ela tirou isso, pelamor?! Vai ser um livro infanto-juvenil, por que não tem final feliz?!) e eu neguei de novo e ela disse que eu disse isso, repliquei que não, ela disse que sim, que eu tinha pensado nisso a semana inteira, mas ela podia voltar nos flashbacks. Mas aí eu disse que se ela morresse a história toda perdia o sentido, que não tinha como continuar, que Dr. Horrible não precisa ser levado ao pé da letra em certas narrativas e ela me abraçou do nada e bateu de leve na minha cabeça e respondeu apenas: "Cause I told ya so." 

E foi embora, me deixando no meio da sala pensando WTF a minha personagem de RPG e futuro talvez-bem-mais-lá-na-frente livro me dar um ultimato que ela morreria na história.
Why Angie, why fucking why?!
Se veio para me dar um empurrãozinho pra escrever, não precisava vir de sopetão, oras!

Ps: Sim, vou voltar a escrever, beeeesha drástica, mas só depois de terminar de ver Lost Girl.
Ps²: Se algum outro personagem meu aparecer em sonho pra dar o sermão que preciso voltar pro meu ofício primário, VAI GANHAR A VAGA DA ANGIE!! (a.k.a. mato sem dó).


[Edit] Pensando bem, com essa mudança de plot dá pra encaixar a desculpa do Devorador de Sonhos... Hmmmmmmmmmmmmmmm... Well done little redneck...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

[videos] CODA - animação irlandesa

Não, não sou eu final de semestre, é o protagonista de CODA
Desde que conheci o cenário de Mago, os Adeptos da Virtualidade sempre foram meus favoritos - dããããn hello? - mas uma Tradição que me chamava atenção demais era o Eutanatos (O plural é assim? Espero que sim).

Toda a questão da Roda, do começo, meio e fim, renovação, retribuição, karma, darma, tudo isso me interessou desde muito cedo e é difícil ver cinema ou tv ou jogo tratando o assunto Morte com a devida sensibilidade. O pavor que temos da Primeira parece estar enraizado no nosso DNA desde os primórdios, os avanços de pesquisa que já fiz sobre o assunto nas diversas faces que a Humanidade A coloca parece ser muito... intimidadores.

Tem um rapaz lá no interior de São Paulo que escreveu um conto extremamente emocionante sobre o encontro com a Dona Muerte, e que por muito tempo me fez deliberar como a ironia da Sua existência começa quando termina. O primeiro encontro vai ser o último e guess what? Será o mais íntimo encontro que teremos algum dia. Infelizmente o Blog dele saiu do ar e não consegui recuperar o link (Vou lá encher o saco dele e pedir pra publicar em algum lugar, k?).

Aí pelas interwebs da vida, encontrei isso na timeline do grupo de Mago o Ascensorista¹ no Facebook e achei divino... Oh peraê, não divino, mas assim... tipo... algo parecido.




A animação se chama CODA - Santo Google explica - foi produzida na Irlanda, foi mencionada no Oscar desse ano (Mas nada muito sério) e tem a dublagem de Brian Gleeson (Filho do Brendan "Olho Tonto Moody" Gleeson) e Orla Fitzgerald (Tia, sua voz é linda!!). A produção tem como personagem principal uma alma perdida por aí que tenta barganhar com a Dona Morte pra não ir ver a luz branca e talz. Achei incrivelmente bem feita devido a pureza da mensagem... Vai ver, não vou dar spoilers...

A última vez que sonhei com a Maria Maricotinha Ângela dos Feéricos era algo parecido (!!!), só que numa calmaria danada com a mochilinha rosa e de triciclo. Estranho ver como alguns sinais na vida e nos sonhos podem nos levar para outros cantos inimagináveis...

¹ Essa piadinha infame nunca fica velha...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

[conto] ode ao desmemoriado sonhar


Tão cansada desses pesadelos.
Cansada pra caralho.

Dá para manter a concentração depois dessa? Sonhar no loop de imagens que NÃO se precisa realmente relembrar. Bem que poderiam inventar aquela pílula de dissolver memória, não me importaria nem um pouco em tomar um pote inteiro e esperar ficar babando em algum canto por aí.

Tão estressada.

Às vezes eles vêm, como sonhos comuns, diários, triviais, disfarçados daquele arzinho de que são inofensivos e então quase no final, BAM! uma palavra, um som, um cheiro, um registro detalhado de cada falha efetuada na sua miserável vida.

É assim que tem que ser, criança. Fez aqui, se paga aqui.
Bobagem do cacete.

Não vim pra pagar coisa alguma, vim pra aprender.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

e no universo paralelo de Feéricos...


Maria Ev'Ângela Maricotinha seria assim, uma menina responsável.
(Olha só o detalhinho na roupinha fofa <3)

Source: [Ksenia Solo - Cliché Magazine]

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

baladééénha no 1007: e o feeling de hoje

Sim, fui em uma balada classic rock/alt rock.
Já choveu tudo que tinha que chover dias atrás, então acho que não tem como cair canivete, ou sapos, ou nevar. Sim, apreciei cada momento. Não, não irei repetir a dose pra hoje ou daqui há 1 mês, no mínimo. Post com mais detalhes absurdos de estudos sociológicos mais tarde.
(Ainda tenho que fazer uma porção de coisa no Mundo Real e o pescoço mole de headbangear não tá ajudando)

O feeling de hoje é traduzido em:

ONTEM EU ESTAVA:


HOJE COMO EU ESTOU:


COMO EU QUERIA TER FICADO (ESPECIFICAMENTE) CANSADA:


COMO ESTÁ MEU RELACIONAMENTO COM A MINHA CAMA:


MAS O MUNDO REAL PEDIU PRA:



Recado para posteridade: José Cuervo Gold não! Pega a Prata que a lucidez continua boa...

===xxx===

E esse gif é extra por que ela falou "Holy Potato", Kenzilla is PURE AWESOME <3


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Revista Pacheco: Café Literário: Testamento de Uma Mendiga

Revista Pacheco: Café Literário: Testamento de Uma Mendiga: Aos meus pais, deixo meu desprezo, tamanha é minha revolta pelo abandono; Para as madames de nariz fino, deixo o odor de minha carne a de...

Esse conto é um #AngieFeelings do dia.
O Roe Mesquita foi uma criatura linda que conheci na FIQ de 2011, com uma cabeça feita tão boa e mente aberta tão expansiva que não há o que comentar aqui o quanto ele é FODA no que faz.