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sábado, 1 de dezembro de 2018

[bibliotequices] grandes corporações, grandes quebras

Tá, deixa eu entender...
Tem as PECs de destruição total da Educação e Saúde em 2016, ninguém do ladinho capitalista das editoras e livrarias se manifesta (pra quê se meter né? Livre mercado!).

O setor que cuida dos livros didáticos no MEC vai pro ralo de forma horrenda, nenhum pio.
Há mais de 20 anos liberando estatísticas em forma de relatório de instituto que verifica se brasileiro está lendo, sendo alfabetizado, *cof cof* consumindo livro *cof cof* - no tal instituto, maioria grandes editoras e mega corporações de livrarias. Nenhum órgão de bibliotecários e/ou professores de escolas públicas no meio.

Aí os caras levam porrada no meio das fuças com a tal da "crise" (migolhes, a crise tá aqui desde 1888, cês perderam essa aula de História do desmonte da pátria "educadora e educada"?) e saem fazendo panfletagem, chorando as pitangas, escrevendo carta de amor ao livro, apelando em rede social sobre "oooooh brasileiros que estatisticamente a gente disse que não leem/compram livros, tenham piedade, comprem livros!"??? 

Cês tão zoando né?! 

Em nenhum momento houve mobilização para projetos nacionais para políticas públicas para FOMENTO DA LEITURA E ESCRITA dentro das escolas (potencial alto de consumidores, lembram? Se essa molecada sai lendo de forma proficiente, mais chances de ir lá comprar as suas ofertas gigantes das Internet) e não "políticas sobre [comprar] o livro". Nenhuma empreitada de "Vamo república das bananas, vamos crescer como potência pro G7!" tinha em pauta Educação, Bibliotecas, Cidadãos Leitores.

Em nenhum momento teve mobilização da e para a classe de bibliotecários nesse rolo pra pelo menos, PELO MENOS vocês grandões choramingando soubessem o que fazemos o favor de prestar propaganda de graça pra vocês nas bibliotecas de diversas esferas e o mínimo que esperamos que nos chamem nas deliberações sobre o que raios vamos fazer nesse país pra atingir uma meta mínima de alfabetização, escolarização, leitura proficiente e cidadania. 

Aí os caras choram, final de ano, apelando pro espírito natalino pras pessoas comprarem livros pra salvar "a quebra do mercado editorial e de grandes livrarias"?! 

Gente, se enxerguem por favor!!
Bora botar mãozinha na consciência e usar o que o Iluminismo chamou de "Razão"? Façam por onde DENTRO DAS ESCOLAS que em poucos anos tem retorno de consumidores ávidos por seus produtos.
(Mas se a meta é realmente ajudar no desmonte, aí sim, vocês tem todo o direito de continuar escrevendo relatório acusando que brasileiro não lê Afinal no livre mercado, o choro também é livre, não é?)

[tá bacana ler artigos e reportagens circulando por aí sobre como esse movimento de grandes livrarias e editoras está se tornando desesperador.Se alguém não sabe a definição de hipocrisia, só dar uma vasculhada nos textos desiludidos desse povo. A resposta dos livreiros - a galera de empresa pequena, que faz por amor e pra sobrevivência - está sendo ótima também de ler, eles sim merecem nosso dinheiro, nosso apoio e nossa parceria]

Agora na real mesmo?
Bora mandar uma banana fenomenal pra esses caras e frequentar mais bibliotecas? Sai de graça, tem uma porção de possibilidades de coisas para se fazer lá e ainda dá um gás no trabalho do bibliotecário que se rala todo o ano todo lá dentro tentando fazer algo de bom pra população.

[Fun fact do Brasil republicano: vocês sabiam que certa grande editora/livraria que teve que fechar lojas em grande metrópole por ooooh peninha, tá faltando lucro, foi a precursora do advento de livros didáticos em escolas públicas? Que essa indústria maldita de LDs em escolas, que gera bilhões em licitações absurdas e pouco retorno pra sociedade veio dessa grande editora/livraria? Que infeliz coincidência ver que eles estão quebrando né?]

quarta-feira, 18 de abril de 2018

[bibliotequices] sobre leituras, pesquisas generalizadas e grandes negócios

Já havia falado um pouco sobre minha indignação sobre incentivo a leitura que a maioria costuma postular junto à meritocracia da sociedade contemporânea (como se fosse algo novo!) e a mea culpa dos bibliotequero nas parada.

A máxima que mais escuto e leio é aquela do "Brasileiro não lê" e aí que sobe o sangue congelado pras ventoinhas. Vamos ser realistas que a vida costuma ser mais fácil de entender assim do que ir pro fatalismo ou pessimismo.

Quando alguém diz que brasileiro não lê podem estar pautados em dados estratégicos de certa pesquisa de certa entidade em que certas editoras brasileiras (um conglomerado editorial por assim dizer) gostam de divulgar. E acham que estão fazendo um belo serviço pra sociedade ao estamparem o quanto somos prejudicados por "não estarmos lendo". Vou resmungar um pouco mais abaixo.

A certa pesquisa serve de parâmetro pra gente da Biblioteconomia, pois caracteriza nosso objeto de trabalho: o livro impresso.

O problema começa aí.
Debaixo do link tem aquele registro fotográfico da ação de ler em território nacional (Sim, isso foi eufemismo).


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Crises Literárias

Tem umas coisas que não dá pra escapar, a crise após terminar livro foi por alguns instantes, ao abrir  novamente o livro Carol (Ou The Price of Salt como era conhecido antes) em um capítulo particularmente doído. Carol deixa a Therese com a promessa de que na próxima semana iria encontrá-la e isso se transforma em 3 meses de pura angústia, decepção e vazio apático. Damn Therese!!

A quote acima foi feita para o filme de 2015, mas é bem
parecida com o conteúdo da carta no livro. De cortar o s2
A Literatura é meu ponto fraco, com certeza. Palavras escritas são como um tormento pra minha mente obsessiva em detalhes e minúcias, se tiver escrito pior ainda. Eu vou lembrar, eu vou sentir, vou imergir e aceitar. Estava a respirar com mais calma entre as horas de perder a compostura e o entender que não posso me deixar cair (de novo), a mesma Literatura que me derruba me salvou várias vezes na minha vida de escriba. Até mesmo criança quando nada fazia muito sentido por meu cérebro não estar lotado de doutrinas, discursos e visões de mundo, até hoje.

Me sinto um bocado vulnerável quando estou empolgade com a narrativa de um livro, algo que resgatei lá de 2008, o que os Stormtroopers roubaram de mim (hello dissecadores de livros?!), consegui usar a Força: ler histórias é vida.

O que me leva a esse post.
Pois grande parte do crédito de estar cursando Biblioteconomia e preferindo atuar em bibliotecas escolares/públicas é esse desejo da leitura, do ouvir e contar histórias, é ver esse brilhinhu no olhar das pessoas que respondem com orgulho o quanto gostaram de tal livro e como a narrativa de outro mudou o curso de sua vida. O de dizer na cara dura que odiou o livro, que achou cansativo, isso tudo faz com que o sentido de estar ali atrás do balcão ou entre as estantes faça mais sentido. Me identifico com essas pessoas, me sinto mais confortável comigo mesme, não há espaço para destruição quando se há aceitação e entendimento.

E ler trouxe isso pra mim.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aula de ética

Deu pane. 
Tilt
Parou com a moto na BR.


Assunto da noite era sobre sistema de multas em bibliotecas e não consigo imaginar como isso pode ser feito sem causar danos colaterais. Mas acabou se desdobrando em outros devido a proibição de tal prática onde estagio (Não há nem razão para ter isso).

Aí fomos para dano de patrimônio.

Sempre aviso aos estudantes quais são as consequências de atrasar ou perder um livro, mesmo quando eles não estão em débito. Tento repassar a noção de que se um livro some do acervo, não tem como recuperar tão cedo (ou talvez nunca devido a falta ou pouca verba que vem pra aquisição), outros estudantes também querem ler o livro, responsabilidade social e tudo mais. Sharing is caring, mas às vezes botar os miolos na bancada do bom senso ajuda a criatura refletir.

Um livro ficou sumido por quase 3 semanas - devido a esperteza sem noção de um estudante fominha que escondeu o livro na estante em lugar acessível apenas ao subir em uma cadeira e vasculhar - e um frequente usuário que queria o bendito livro há muito tempo questionou o porquê as pessoas fazerem isso.

Uma outra mocinha pegou um livro todo rabiscado nas últimas páginas, e caneta e sem dó alguma, também me questionou o porquê disso.

Tenho duas respostas:
Como Bruna e como bibliotecária em produção.

Bruna: pessoas são babacas com aquilo que não pertencem a elas. Lição para a vida toda? Vai ser assim em qualquer instância da sua vida pro resto de seus dias, sem brincadeira. Ps: posso ou não desejar uma dor de barriga para a pessoa que faz isso por sacanagem.


A bibliotecária em produção? 
Às vezes há usuários que fazem isso, o máximo que posso fazer é reter o livro para reparos e perguntar se o camarada tá de bem com a vida, porque riscar a última página de um livro até rasgar o papel me sinaliza que você está com problemas (de saber conservar propriedade comum à todos ou de gerenciamento de raiva).


Não vou espernear, nem implicar, usuário é usuário, assim gente como a gente, reeducar marmanjo pra não danificar os livros que ficam na posse dele é minha tarefa.

Sinceramente?
Questões éticas na Biblioteconomia são o ar que eu respiro.

sábado, 23 de novembro de 2013

regras mundanas que atrapalham a evolução (e o entendimento)

Uma das coisas que mais me barra ao estudar qualquer tipo de crença religiosa é quando eles, de certa forma, discursam sobre o corpo. Yep, o corpo, esse físico, saco de ossos e tiras de carne que arrastamos por aí nessa viagem maluca cósmica de aproveitamento de disciplinas em Retorno de Graduado Espiritual - porque vivemos um ciclo em espiral, queridos, trazemos bagagem cultural até de outras vidas para podermos reaproveitar e reinventar algumas coisas aqui.

Das experiências negativas que tive ao tocar nesse assunto - o corpo físico - a questão que mais pegava era a sexualidade envolvida no processo. A eterna premissa do saber sexual, a experimentação física para se achar algum sentido no transcendental sempre feriu alguns dos meus princípios básicos de convivência em Sociedade. Motivos? Tenho vários, só de me sentir 70% culpada quase toda parte de minha vida por desejar sexualmente e emocionalmente o mesmo gênero (palavra feia, muito feia) já me rendeu uma trava psicológica que não vai ser resolvida tão cedo.

Viver em uma cultura judaica-cristã é massante, você é culturalmente engrenado para rejeitar qualquer coisa anormal e imoral da vigência estabelecida, ser homossexual é como sair da norma (Isso quando não apelam pro bom e famoso "pecado divino" que tanto gostam de pautar seus discursos nada solidários e humanitários), como ser tão subversivo ao ponto de quebrar regras que essencialmente o fisiológico deixa transparente que não deveriam ser quebradas. É estafante e se não dizer: desestimulante.