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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

[bibliotequices] desorganização organizada com LibraryThing

[nenhum jabá foi feito ao se produzir esse post, esse trem tem código aberto pra gente usar o API, gente!]

Alguém precisar de uma ajudinha ou quiser praticar um pouco do processamento técnico aprendido no curso de Biblioteconomia, uma dica que dou é organizar a própria biblioteca particular.

Um projeto que boto muita confiança e gosto de ver as atualizações é o LibraryThing por facilitar para quem não quer perder tempo preenchendo dados intermináveis, em alguns cliques dá para adicionar livros em alguns minutos.

O app para Android que me surpreendeu com a última atualização: literalmente em segundos consegui processar uma pilha de 10 livros só escaneando o ISBN (válido) e adicionando automaticamente ao catálogo.

Qual é a graça nisso tudo depois?
Pra quem é a da Biblio é se divertir fazendo a indexação de forma mais apropriada pras suas necessidades (Minha política de indexação tá lá pegando poeira, mas vou dar uma revisada quando entrar na disciplina de Prática de Tratamento de Informação), se quiser escrever review do livro também dá, marcar estrelinha, separar em coleções, categorias, fazer wishlist, verificar se os dados com a fonte estão certos (se bem que eles puxam todas as informações de várias fontes como LoC, British Library, Amazon e muitos outros lugares), dá pra esnobar o Dewey e usar a LCC (Classificação da LoC) ou por número de chamada e PASMEM! dá pra colocar um campo para administrar empréstimos e devoluções

Tem mais opções lá, mas como faço a organização da minha estante de forma desorganizada (Por tamanho do livro, se caber na prateleira vai por autor, se não couber vai por similaridade) pra mim tá bem belezinha.

Quem quiser saber mais, visite o site deles e/ou comenta aqui o que achou, se usou, se tá com alguma dúvida. Facilitar a vida de quem precisa de informação: essa é a meta biblioteconomística pro resto da minha vida!


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

já estamos em recesso

Tem rascunhos demais nessa fila, tentarei finalizá-los até o final desse ano, MAS já avisando que para efeitos de descanso acadêmico que não está sendo mais uma experiência prazerosa, estarei fazendo - vou estar fazendo - updates metalinguísticos/gamísticos no Tem um Warlock no meu Sofá.

Vai ter bastante updates de Contos, pois há uma dezena de capítulos de estórias que estou rascunhando e não publicando. se quiser ler ficção pra distrair, continue aqui de boas, se for sobre serviço de referência, movimento estudantil e qualquer assunto profundo de filosofia acadêmica (Que no final das contas não serve pra powha nenhuma, sorry/not so sorry), esquece. Vai descansar, vá ler um livro, vá jogar videogame, vá sei lá, ser feliz. Começa por aí.

Resolvi reduzir praticamente tudo que estava me causando dano agravado em questionamentos possíveis, inclusive esse amor pela carreira que escolhi para mim mesme. Espero que botar a linda Biblioteconomia para dormir no sofá (opa) durante o período de recesso faça bem para nós - ela enquanto entidade intangível que me enamoro a cada vivência, eu como corpo tangível que às vezes não aguenta mais as incoerências do mundo acadêmico - e para nosso relacionamento com o mundo.

And Bibliotequices de molho because apontar dedo na cara tá sendo muito fácil esses dias. Paciência é mínima pra tentar dialogar, logo: Parle à ma main.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

signos biblioteconomísticos

Quem me conhece sabe o quanto respeito autoridade alheia de um modo bem peculiar. E que sarcasmo é meu combustível since 1986, logo sacanear com os patronos da Biblioteconomia, livro e afins é default para eu levar essa área a sério.
(PARADOOOOOOOXO!!)


Os malako podem ter feito um ótimo trabalho, mas não quer dizer que tenho que concordar com eles, né non monamu?

E já que a Astrologia é algo que as Ciências não aceitam bem como sendo algo real, palpável e experimentável, bora assuntar sobre? E julgar o livro pela capa é sempre bem vindo aqui nas estantes da vida *wink wink*

Dewey, Melvil. Modafóca irritante Dewey do nosso coração bibliotequêro. Sagitário.

Então, Dewey... (Fonte: Pinterest)
Pra um cara que tem epifania de organizar um manual maquiavélico como a CDD durante um sermão de pastor, o cara tava muito comprometido com seu espiritual na hora. E não vamos esquecer da despensa da mamãe quando criança! O mané já tinha fama de controlador desde pequeno.
(E também de machista, ignorante e cristão extremista, então bora mudar de assunto...)

Vamos ao carinha mais fofo do Zodíaco biblioteconomístico - sacaram, Biblioteconomia e místico? Hein? Hein? - Henrique La Fontaine, taurino. Fofuxo do caramba. Mesmo sendo jurista, aposto que enquanto o index universal tava sendo produzido freneticamente pelo workaholic do Paul Otlet, era ele que serenamente botava música pra tocar, trazia café, bolo, lanche, cobria o Paulinho com cobertor e de vez em quando aumentava o tom de voz e lascava as verdades doloridas pro Zé da CDU parar um pouco e relaxar.

Ou se lembrar que virginiano não precisa consertar o mundo pra ser útil na Ciência Informação.

Paulinho Otlet - que pelo jeito não usava roupas de ponta de estoque por razões óbvias, o cara era advogado, rycoh e famoso - era o modafóca workaholic, estressado, neurado e com princípios pautados em alguma manifestação de TOC.

Eu delibero que era alfabético e índices. Mas posso estar projetando a minha virginianice na dele do século 19. Paulinho era o cara que acordava no meio da noite com uma ideia absurda de que símbolos fariam um trabalho melhor de identificação em estantes na recuperação da informação que as tabelas malditas do antecessor. É provável também que Paulinho tinha um crush pelo Dewey, mas como ele era americano, chato pra baraleo e sagitariano, NOPE, não rolaria clima.

(Mas shippo total combo Virgo + Taurus, é meu perfect match romântico, meloso, sem noção e com dinâmica Dom/sub que é tão fofa nessa vida de controladoria de corpos)

Imagina? Tabela ferrada da 800 sendo feita com as inúmeras combinações, símbolos de marcação, notações de autor depois, aquele número de chamada enorme que universitário estremece só de ver. Paulinho levanta sua papelada da CDU em vitória após trocentas horas movido a bolinhos e chá belga (é chá preto com um pequeno pedaço de chocolate amargo btw), voz rouca de tanto falar consigo mesmo e em uma epifania grita:

"Para tudo, para tudoooooooo!!! E se a gente mandasse essas tabelas auxiliares pros inferno e simplificar com sinalização através de pontuação?! Tipo nóis não tá copiando o Zé Mel, mas tamos fazendo mais graficamente! Olha que lindo esse número aqui? *insira aqui um número enorme para assunto totalmente nada a ver* Super lindão!!"

"Paul, Dewey vai chiar... A gente pegou o Manual dele pra testar, não pra copiar descaradamente... "

*Paulinho ofendido segurando sua papelada com carinho perto dos peitinhos*

"Cê tá falando que meu trabalho árduo é cópia daquele trambolho de 4 volumes e que é horrível de manusear?!" (virginiane trait: autovitimismo)

"Não, não é isso... "

"Tá insinuando que além de cópia, sou incompetente o bastante para não fazer algo digno de reconhecimento universal?!" (virginiane trait: paranoia excessiva)

" Paulinho. Já pra cama, vai!" (Taurine trait: sabe mandar e botar ordem no pardieiro muito bem)

"Sim, senhor."

sexta-feira, 23 de junho de 2017

ainda não entendi!

7 semestres.
3 anos e meio.
2 crises existenciais.
1 crise de querer mudar de curso.
E até agora não descobri o que fazem os engenheiros da produção, gente.

Ainda não saquei o que eles querem da vida.
Ainda não entendi o que eles acham que tem que se enfiar na Biblioteconomia.

Ainda não compreendi que quando se metem é para fins nada felizes dentro do curso.
Ainda tou ruminando o porquê deles não terem achado algum outro lugar melhor (Sei lá, curso que dá dinheiro e prestígio, sabe?) para se alocarem.

A única coisa que encontrei de informação relevante é que eles são igualmente evitados nas outras engenharias. O que não ajuda em nada na melhoria da percepção desses incautos transeuntes da Biblio.

Botando Moz pra ilustrar, porque a situação pede

domingo, 18 de junho de 2017

esquete #1 - DR na biblioteca


O roteiro tá pronto, só falta aquela vontadinha linda de botar em execução, achar gente pra atuar, pagar mico, ter um cenário, fazer cenografia, ter financiamento, eeeeeeeeh eita trem:

cenário: balcão da biblioteca
Silêncio constrangedor 
Bibliotecári@ olha ao redor e pigarreia


 - Barcelos, a gente precisa conversar...
 - Iiiiiiih...

Alguém vestido como uma Enciclopédia Barsa
(Papelão talvez? Muita cola e cartolina?)

 - Eu sei que a gente tem um relacionamento de anos e muita coisa mudou entre a gente...
 - É aquele papo de que sou velho demais pra sua coleção?
 - Não, não é isso... É que...
 - Que minha versão tá desatualizada desde 1985? É isso?
 - Entende que pra aqui, onde a gente se encontra, não posso ficar com você... As pessoas vão falar...

Barcelos levanta a voz

 - Falar o quê? Falar o quê? Que não sirvo mais pra consulta? Que não tenho verbete coloridinho com essas firulas de adolescente clicando em link?
 - Não, Barça, a gente não tá dando mais certo...
 - É isso, cê vai desistir de mim...
 - As pessoas, elas tão falando... Não posso mais ficar contigo desse jeito...

Bibliotecári@ olhando ao redor com certo constrangimento
Barcelos levanta no supetão e sai do salto

 - Vai se livrar de mim, mas não fica assim não!! Vou entortar essas prateleiras até você fazer reciclagem!! Vou falar pros dicionários defasados que tenho mofo até no miolo!! A nossa traça de estimação, fica comigo!!

Barcelos agarrando com carinho uma traça em tamanho gigante
Bibliotecári@ levanta indignad@

 - Não, a Adelaide não!! Não bota a Adelaide nisso, pelo amor de Ranganathan!!
 - Você vai me ver no tribunal!! Vou botar a boca no jornal do almoço!! Jornalista famoso vai reclamar do teu descaso por mim!!

Barcelos sai batendo pé e xingando coisas inteligíveis


Bibliotecári@ desesperad@


 - Não, pera Barcelos Mirador Britânico!! Volta aqui, vamos conversar direito!!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

sobre burnouts


Here I go, here I go...

Mente vazia, oficina da queridona Lady Ansiedade, do meu coração <3
Como mãe de todos os pavores, fico no aguardo pelo próximo momento lindo de dorzinha localizada. Os neurônios estão trabalhando em outras áreas pelo jeito. O legal de ter uma mente hiperativa é que mesmo quando tou lesada pela dor, vai vir coisa, sei lá, alguma coisa, tipo ontem foi ideia rápida e improvisada na apresentação do trabalho, até que deu certo - no susto, mas deu. O ruim de ter mente hiperativa enquanto se está com dor é que não dá pra executar as coisas que quer fazer. 

É um belo círculo vicioso dos Inferos pra enfrentar. E a Ira costuma vir junto.

A dor nas costas anda me fazendo relevar muitas questões na vida de escriba, até o ato de escrever já está se tornando um exercício difícil - a escrita entra como solução paliativa, um band-aid para uma fratura exposta, um "Calma, vai melhorar" - já que não posso ficar muito tempo sob meus quadris. Hips don't lie, o meu pelo jeito deve estar com uma ficha criminal bem extensa ou é fã do Pinóquio.

E aí escrevi um post angst ontem voltando no busão - porque a menininha mágica da Clamp caótica no meu sistema nervoso me lembrou assim que senti aquela fisgadinha delicinha no ciático - mas fui deletando as coisas mais blergh e coloquei piadinhas toscas e humor dos anos 90.

E uma história bem legal que ouvi/presenciei durante o estágio há uns 2 anos atrás.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

intervalinho sobre a tal da caridade no estágio obrigatório

Gente, uma coisinha que esquecem de plantar nos nossos coraçõezinhos biblioteconomisticos quando estamos na graduação, se for fazer estágio obrigatório, dê preferência pela biblioteca escolar ou comunitária da sua comunidade. Mesmo que não seja tua área, mesmo que você não goste de mexer com gente, se deixe ter essa experiência, preste mais atenção em como nossa profissão faz a total diferença onde a gente mora.

Não cai nas ideias que isso é "caridade", você tá ajudando quem algum dia vai pagar teu salário seja lá onde você estiver empregado, cê tá ajudando quem passou o mesmo aperto com falta de investimento em educação e cultura quando você era criança. Você tá fortalecendo um link tão forte que é provável gerar muita coisa bacana a partir da iniciativa. 

Faz por onde.

Biblioteconomia sem vivência em comunidade, sem conhecer gente, sem ajudar a galera se empoderar com a informação e cidadania, isso não é o que estamos lutando todo santo dia dentro de sala de aula.

Caridade biblioteconomistica é bambambam com 5 ou mais dígitos de salário no mês "doando" tempo pra descer do salto e subindo morro pra atender comunidade carente (o que é raro, sabe?).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

voltando a programação biblioteconomística

Tenho ideias para app pra Android de controle de acervo para Bibliotecas Comunitárias, tudo otimizado pra usuário de boinhas, sem firulas, integração com Facebook, conta Google, código API pra Organização da Informação vinda da LoC, Google Books (são os únicos abertos que conheço), Amazon. Adicionar livro num clique só (código de barras do ISBN), pesquisar/adicionar por autor ou título título. Empréstimo com recibo via WhatsApp pro leitor, aviso de data limite de devolução também, serviço de disseminação de informação no mesmo esquema, super facim, sem complicação, tudo free e só pedindo uns likes no Facebook e avaliação no Google Store.

Aí lembro que não sei lhufas de programação...

Em Hackers (1994) parecia ser tão fácil #SqN

Fiz um teste com o LibraryThing e TinyCat para um trabalho de Indexação junto com a beeeeesha leeeeenda magnânima da Beadrade Antrice (WTF?!) e até que foi, só que não é tão funcional e simples como eu tava planejando.
(aí chatonildo vai perguntar: "e a organização da Informação?! E as métricas?! E a manutenção do acervo?!" - respondo com um sonoro escrito em letras garrafais no boldinho: não leu direito que é pra biblioteca comunitária não?!)

Eru Ilúvatar não dá asas às cobras D:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

promessa pra crush é dívida

Dia 02/12 foi a última prova de Sistemas de Classificação, uma disciplina bem técnica e de assimilação bizarra na cabeça de alguém que não segue uma ordem faz um bom tempo.

Sempre falando bem de Dewey, acabei descobrindo que o yankee fdp além de ser uma pessoa  altamente preconceituosa, também teve a ideia de fazer um sistema de classificação mundial em um sermão de igreja protestante.

Se há algo que vai contra meus códigos internos de boa conduta é fazer algo nada a ver em locais nada apropriados. Como o tabu de fazer sexo em bibliotecas, não me desce. Biblioteca é um lugar sagrado, e empoeirado, e cheio de acidentes prontos para acontecerem, só precisa de um empurrãozinho (Ou fricção, levem como quiser). Logo se você tem o incrível plano de classificar TUDO existente no mundo, não tem que ser vendo pastor falando.
Sério.

Discurso e ideologia, lembram?
E o que isso tem a ver com a prova?! 

Bem, eu saí bem otimista da sala, e com um entendimento sobre o assunto (CDU) com uma euforia adolescente. Sim, o orgulho próprio foi lá em cima. 

Aí como a perfeita babaca que sou (blame the fucking Aquarius) postei no Facebook que se tirasse um 10 nessa prova - e vamos relevar aqui, nunca tirei 10 em prova alguma na Biblioteconomia - Eu me declararia para meu crush2k16.

Urrum, isso aí.
Cá estou eu, indo me declarar pro crush2k16 então.

Querid@ crush2k16,

Você foi parte essencial desse semestre em todos os aspectos, me orientou de diversas maneiras em como continuar apreciando essa powha de curso que tá comendo minhas convicções e minha vontade megalomaniaca de mudar o mundo. Suas palavras ficaram bem nítidas em meu pensamento, às vezes ecoando em meus sonhos e daydreams ocasionais dentro do busão. Sem a tua presença - encontros muito especiais por assim dizer, internamente eu esperava ansiosa para te tocar, roçar meus dedos em ti e desvendar todos seus mínimos detalhes - eu mal chegaria a esse final de semestre.

Mesmo com a maioria discordando se o nosso relacionamento iria dar certo. 
Mesmo se essa nossa afeição mútua seja motivo de escárnio, decepção e estranhamente para muitos. 
Mesmo se o simples pensamento que algum dia poderei deitar minha cabeça no travesseiro e ter certeza que você está por perto e comigo me deixe com o coração na garganta e minhas mãos trêmulas. 

As pessoas não entenderiam como me sinto perto de você, e também não querem que eu fique do seu lado (escolhi a paixão por bibliotecas escolares e comunitárias, logo nosso Amor será impossível), mas tenho certeza que algum dia, algum incrível dia terei você do meu lado, ali na escrivaninha, livro de referência, o peso de papel mais bacana que seu antecessor infame.

CDU, você foi e será o meu crush2k16 mais bem sucedido desse ano horrendo. Seu índice pode até conter erros de referência, seus símbolos podem confundir os incautos, mas a sensação de manusear suas folhas foi de um aprendizado inesquecível.

CDU, meu amor, sem você eu não teria tirado meu primeiro 10 na Biblioteconomia da UFSC, não teria jogado meus conceitos sobre CDD ser melhor no limbo cósmico, não teria percebido o quão FUCKING AWESOOOOOOME é estudar as diretrizes políticas que um sistema de classificação pode conter para guiar uma biblioteca. Sem você, manual com numeração de página, traduzido no português, revisado periodicamente e com apenas 2 tomos mais leves que o rebento de Dewey, eu não seria metade da pessoa que sou agora.

Com você aprendi mais no riso do que decorando tabelinha esquisita, as suas informações explícitas me seduzem como mariposa na luz.

Obrigada tio Otlet e LaFontaine, cês eram um bando de frouxo sem graça e não-bibliotecários, mas inventaram o manual mais legal da Biblioteconomia.

Te vejo em breve em alguma biblioteca especializada ;*

domingo, 23 de outubro de 2016

epifania (in)docentes


Na vida tem uns cliques. 

É aquele momento em que você consegue ver uma parte do plano geral que antes o seu olhar não tava preparado pra enxergar bem. Pode ser durante o chuveiro, olhando pela janela do busão voltando pra casa, ou conversando com alguém que você gosta muito. 

Os meus cliques acontecem sempre em horas em que não posso fazer a dancinha da vitória assim do nada. Dentro da minha cabeça eu tou dando duplo twist carpado.


Quando criança tive a brilhante ideia de perturbar meus colegas após terminar de fazer meus deveres, não porque a pentelhice me segue desde o berço, mas porque eu sabia que poderia ajudar de alguma forma. E se era pra sentar na outra carteira e ficar tagarelando sobre o porquê de 2 + 2 = 4, ou porque a escolha de giz de cera ao invés de lápis colorido, então que fosse.

Essa mania feia de atazanar me rendeu um adiantamento de idade escolar, yey 2 anos na frente de todos! Me formaria mais cedo! Mas me f*** lindamente no social. Ser a pessoa mais nova desde a antiga 2a série até o terceirão me rendeu mais lições de silenciamento e contenção do que de compartilhamento.

A epifania da PUC na Letras foi de conectar o atazanamento da infância com algo que poderia efetivamente trazer algum benefício pra mim e pra quem estivesse disposto a entender que a minha maior paixão nesse mundo era de compartilhar coisas. Qualquer coisa, informação de preferência, saberes, experiências, histórias, o que fosse.

Não levei a epifania adiante porque o horror (oh o horror!) de ser contida num espaço confinado extremamente tóxico de uma sala de aula poderia me levar a ser aquilo que eu não queria ser: os professores cansados, maltratados e ferrados que preferiam arruinar com a vida estudantil de seus alunos com a ladainha perversa do pessimismo-fatalista.

A epifania da Biblio UFSC foi estar num show do mestre Tom Zé e ao ouvir aquele serumaninho saltitante de quase 80 declamando rimas e rimando declamações pelo palco me fez pensar no atazanamento do jardim de infância. "Eu tô te explicando pra te confundir, tô te confundindo pra te esclarecer, tô iluminado pra poder cegar e ficando cego pra poder guiar" era o que ele cantava e nessa hora sei que aquela criança insatisfeita resolveu dar banana pro medo da caixinha educacional sistemática. Essa po*** de caixa nem existe!! Gimme moar!!



Resolvi então me empenhar em tudo quanto era jeito a ser a criança que absorve conhecimento, compartilha esse trem e atazana quem estiver disposto a ser incomodado. Daqui pra frente é docência na cuca e fazer o melhor pra levantar mais questionamentos do que dar respostas. Isso o sistema dá sempre, isso pra que servem as desculpas esfarrapadas.

A Biblio tava me castrando nisso, a técnica, a burocracia, a compreensão fechada de sistema produtivo, a contenção de informações, o silenciamento de vozes estava acabando comigo. Está acabando comigo nesse exato momento.

E aí o Museu me deu outra epifania (eu já tava convencide que não ia mais acontecer, que a inércia já tava instalada), de estar no meio da exposição de uma figura emblemática aqui da Ilha, com mais de 30 pessoas de diversas idades, cores, credos, vidas, sentadas ao chão, ouvindo atentamente sobre Franklin Cascaes. Nesse exato instante entre a mão levantada para uma pergunta e a curiosidade infantil de querer saber como nossos ancestrais faziam xixi (Ah as perguntas da galerinha que fazem meu dia!) veio a constatação: todos os caminhos que trilhei foram pra parar ali, nesse local de conhecimento, pesquisa e cidadania que quase ninguém aproveita como deveria.

Não é pra eu estar atrás de um balcão de biblioteca, é pra estar onde for necessário estar para construir conhecimento com as pessoas, qualquer pessoa, em qualquer lugar. Mediador de informações? Produtor científico? Educador? Organizador de Informação? Esses rótulos que pregam nas nossas costas e imprimem nos nossos diplomas não está sendo o suficiente, foi mal.

A Biblioteconomia é minha paixão, mas o atazanar pessoas para que elas questionem o mundo ao redor é mais forte. O que a Academia não está conscientizando seus futuros docentes/bibliotecários esses lugares inusitados de troca de informações estão. Demorou 25 anos pra criança pentelha e sem noção perceber isso, que não há lugar para se fazer o meu trabalho.

E foi no Museu que tive o último clique. E é isso. Pelo jeito é aqui que vou ficar por um bom tempo, seja na experiência de estágio, na acadêmica ao pesquisar sobre, ou quem sabe futuramente profissionalmente...?












sexta-feira, 12 de agosto de 2016

o peso da beca, do canudo, do capelo

Ontem foi a formatura da primeira turma em que me enfiei de vez na Biblio. Era a 3ª fase com um bando de gente bacana e de diversas vertentes de unidades de informação. Ter aulas com eles foi extremamente importante para eu sentir que o curso era firmeza, a carreira era promissora, as pessoas eram simpáticas.

Vendo eles recebendo os engessados ritos de colação de grau - Então é preciso alguém com título maior, cargo político, um objeto estranho encostado na caixa cranial pra ser finalmente bibliotecárix? Na Letras eu já me sentia professora desde o momento em que fui obrigadx a fazer um plano de aula na correria - meio que apertou um parafuso que tava aqui virando pra lá e pra cá: o parafuso da Ética.

Aí a fessora cutch-cutch que discursa muito nessa linha da Biblioteconomia fez o discurso como patrona da turma. E a coisinha linda citou Aristóteles, Kant e a diferença do Ethos com épsilon e Ethos com eta. O meu coração que já tá ferrado meio que deu um compasso trincado, desses de muitos goles de bebida forte, mas que não está completamente bêbado. Tocar nessa parte da terminologia de palavras que são terrivelmente empregadas em nosso curso, mas que ninguém tá nem aí par asaber pra que servem, é como um refresco nesse mar bisonho em que ando navegando.

Ela resgatou o Código de Ética do Bibliotecário (esse aí embaixo e que tenho diversas considerações a fazer que são contraditórias com o fazer bibliotecário de agora) e disse da importância do quanto é importante verificar a terminologia de nossos conceitos. Não obedecemos um código de ética para estamos na linha, fazer conforme a cartilha, não questionar nossa posição no mundo e a do Outro - seguimos um padrão alinhado de conjunto de regras para nossa profissão por termos a noção de que o bem maior, o bem estar social, a dignidade e a cidadania tá nas nossas mãos também.

sábado, 16 de julho de 2016

o trem da união dentro da classe

Amiguinhxs,

Quando forem se posicionar sobre a desunião da categoria bibliotecária em algum futuro distante pensem e lembrem de 3 coisas :
1) quem foram seus professores e como eles incentivaram o diálogo e união entre os estudantes e entre eles, docentes
2) quem foram seus exemplos de profissional da Informação atuante na área e qual contribuição a pessoa deu sobre o caso
3) se você repetiu o erro de 1, questionou o exemplo de 2, lutou pelo que você acreditava na época

Aí sim num futuro próximo você entenderá porque esse povo da Biblioteconomia fabrica uma guerra civil sem necessitar de muita coisa, só precisa fazer nada, cruzar os braços e quando acontece uma mobilização de importância na área, diz que já tá cansadx de lutar, que Conselho só serve pra cobrar, associações e coletivos só servem pra dar curso, que os mais novos que devem agora reivindicar nossos direitos (hello, não quero sustentar vosmicê não, queridx!) e o melhor que resume esse ranting aqui: "Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-ecler"

Por favor né profissa?
Toma vergonha na cara, vai passar óleo de perobinha e se posiciona como BIBLIOTECÁRIX pelamoooooor?

Sim, reclamo e resmungo pra baraleo quando é comodismo besta se manifestando no curso e não terem um pingo de respeito para arcar com responsabilidade de quem será diretamente atingido pela omissão.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Biblioródias: TCC é um só

Uma e pouca da manhã e o que tou fazendo?
Óbvio que não é o trabalho de Gestão Estratégica!



Tava cansada de ver gráficos e analisar cadeias hereditárias (E acredite, não vai mudar a situação precária...), resolvi brincar um pouco no ukulele. Tou ficando melhorzinha na tosqueira com a Perry (O nome do instrumento, pretty please?), fiquei satisfeita :)

Convivo com amigolhes em pleno desenvolvimento/parto de seus TCCs, logo fui solidária. Não custa nada fazer graça com algo que nos deixa a beira da loucura sem nem ao menos precisar de Cthulhu dar uma forcinha. Saiu esse trem aí.

Melodia é da linda cutch-cutch da Clarice Falcão - "Um só" mais info dela aqui [x] e aqui [x] e a letra foi modificada.
Dá até pra cantar em dia ruim de orientação (Ou não).

"Eu pensei direito
Fiz um (projeto de) pesquisa
Eu li a respeito
E a gente é um só
Eu nos vi no espelho (de matrícula)
E contei nossos dedos
Não (volta com anotação em) vermelho
A gente é um só
Sem você, eu sumo
Eu morro de fome
Eu perco meu rumo
Eu fico (com a nota) menor
Eu tenho um bom gosto
Escrevi do meu jeito
A cor d(a sua folha de) rosto
Eu já sei de cor
Mas se (orientador) planeja
Nos partir ao meio
Então nem pestaneja
(Que) faça sem dó
O meu desespero
É que quando (a banca) acaba
Você fica inteiro (no repositório)
E eu fico o pó"

sábado, 26 de março de 2016

dewey potter da repressão

Inaugurando o espacinho para novo meme da ‪#‎Biblioteconomia‬:

DEWEY POTTER DA REPRESSÃO



(Sim, eu escrevi um projeto, dá uma lida debaixo do link!)
Esse meme será compartilhado no Facebook toda vez que a hora for precisa. Nós aqui seguidores de Loki sabemos bem qual hora fazer piadinha sem noção. Só seguir a Hashtag #DeweyPotterDaRepressaum


domingo, 31 de janeiro de 2016

quede a paciência com matéria prima do chocolate?

Certa vez já me falaram que quem questiona demais a vida morre mais cedo - a preocupação, o estresse, a frustração, a infinitude de mais perguntas a serem feitas, o medo de não ser compreendido no processo, a rejeição - e quando se é mulher essa premissa já é de berço com aquela pitadinha gostosa de "meninas não podem fazer tantas perguntas porque não é educado."

O nosso sistema de ensino é virado para isso de certa forma, normatizando o que aprendemos nas escolas e quais perguntas devem ser feitas. Devido a isso, meu destino parece ser fadado a famosa música do The Who em que prefiro morrer antes de ficar véia, irei continuar a questionar tudo que acontece na minha vida de escriba.

O comichão científico veio com tudo essa semana com a seguinte coluna de famoso comentarista florianopolitano que tem a chata mania de dar pitaco em assuntos sem necessariamente pesquisar mais a fundo. E assuntos polêmicos é com ele mesmo! A quantidade de pessoas que relevam a o opinião do dito jornalista é admirável, mas assim como qualquer pessoa que mantém um nível alto de glamour no ambiente, ele acaba delirando às vezes.

Não que ele seja um Changeling, mas se fosse ia trazer um puta dum Choque de Retorno nas minhas fucas.

O jornalista com pseudônimo de matéria-prima de choclate posta esse pequeno texto, enfatizando o desgosto por ver obra tão conhecida e palavras dele "reconhecida como valor de status" direcionada a 20 tomos da Enciclopédia Barsa deixadas em um local de despejo para o descarte para o reciclável.


Gente, não deu.Tive que escrever um comentário enorme naquela coluna do senhor de opiniões deveras sem noção sobre...


Embaixo do link, a resposta TL;DR; algumas considerações e mais implicações sobre o caso.

posted from Bloggeroid


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

paródia let's dewey it




O que fazer dentro do busão quando há engarrafamento na 403 saída Ingleses? Acabo escrevendo paródia...

LET'S DEWEY IT
Ou a paródia pro pessoal do processamento técnico. (Pois nós sabemos o valor precioso que vocês têm em nossas vidas!)
Música incidental? Claro que tinha que ser Professor Elemental.

--------------------------------
Eu passo parte da minha vida sempre atrás das estantes
O que pode ser bom, mas pra você parece irrelevante
Vamos começar desde o início
Antes que você ache que eu deva me jogar de um precipício

Let's Dewey it
Sou eu, aquele não aparece!
Não dá as caras no balcão, mas minha decisão prevalece
Eu catalogo e classifico,
Não é nenhum robô, sou eu mesmo que indexico
Se os livros estão em ordem nas prateleiras
Você devia agradecer minhas detalhadas maneiras
Eu uso os melhores gerenciadores de acervo
Mas é a minha cachola que recorro no aperto

Let's Dewey it
Nada tema, não precisa memorizar
Temos um manual enorme pra só bibliotecário decorar
Nossa ordem é diferente, nosso código parece incoerente
Mas pra você achar um livro é mais rápido e eficiente

Let's Dewey it
Antes que eu perca um parafuso
Meus manuais estão sempre aqui, são eles que eu uso
Let's Dewey it
Ostentando é pouco, tenho a CDU sim
Gastei todo o orçamento de 12 anos e mesmo assim
Let's Dewey it
E quando não tem ficha catalografica no bendito livro
Me encolho no lugar, pra eles eu suplico:
"Por favor Ranganathan-Dewey-Otlet me ajude,
Será que esse vai na Economia ou pra area de Saúde?"

Let's Dewey it
Na graduação você já pode me reconhecer
Sou justamente aquele que tira nota máxima em LD
Vou até fazer um rap com termos de um tesauro
(Com o que posso rimar? Posso usar um dinossauro?)

Let's Dewey it
O que posso dizer? Sou bibliotecário catalogador
Meu paraíso é a Library of Congress, mas também uso buscador
Porque quando não tem jeito, sem registro no acervo
A gente reza pra Santo Ranganathá e espera um acerto

Let's Dewey it
Pensa que é tão fácil assim?
É só olhar no manual e o número faz plimplin?
Vamos lá, pessoal, me dêem um pouco de crédito
Minha vida sem o processamento técnico seria um puro tédio

Let's Dewey it
Apenas peço aos meus caros miguxos da Biblioteconomia
Catalogar não é luxo, é necessidade de todo dia
Ajudem uma pobre alma, aquele usuário perdido
Não precisa decorar os números, esse é meu serviço
Fiquem à vontade, o acervo é pra usar
Eu catalogo, classifico, indexico pra facilitar

Bibliotequices no 33º Painel de Biblioteconomia


[suspeito que esse post será editado várias e várias vezes na esquina com as macas da Varig, então...]

DISCLAIMER LINDO QUE PRECISO FAZER: Sou graduanda de Biblioteconomia na UFSC, na fase do só Ranganathan sabe, loooooogo minhas opiniões acerca do evento são inteiramente minhas, da minha cachola meio amalucada nutrida com café e comida do RU. Creio que terei que introduzir um tesauro nesse blog para os novos leitores entenderem as piadas internas e as referências nerds (Gente, referência é tudo nessa vida!).

Para quem quiser dialogar sobre esse post e outras questões (Inclusive motores de avião, estou disposta a discutir sobre engenharia aeronáutica, tá?), só deixar um comentário ali na caixinha abaixo. Não custa nada, sério. Nem pro Google Adwords eu apelo (E não tou ganhando jabá nenhum por declarar minhas opiniões... Eita).

Bora lá que lá vem postagem longa...

O que posso dizer sobre esse evento estranho que junta um povo mais esquisito com o intuito de falar sobre a maluquice do fazer bibliotecário e bibliotecas?
(Porque cês sabem né? Conforme a nossa sociedade contemporânea, ajudar as pessoas a buscarem cidadania, dignidade e autonomia é coisa de gente biruta. Mexer com máquinas é mais seguro.)

Me senti mais animada, o low da semana passada foi substituído por essa coisinha mastigando minha bile e cuspindo formas de se abalar a estrutura do sistema vigente. Eu amo a minha profissão, amo meu curso e tudo que ele representa em minha vida nesse momento. Ter um espaço para discutir sobre a Biblioteconomia é raro dentro da Academia, mas nesse Painel a conversa foi inspiradora no modo prático. Apesar da minha cabeça estar bem bem bem cheia de idéias iludidas para se fazer no local onde trabalho (estagio em uma biblioteca escolar da rede pública de ensino), vi aqui no encontro um modo real de colocar essas coisas fora do papel.

Aprendi um bocado com colegas, mais um pouco com os docentes, descobri algumas coisas sobre mim mesma, sobre o Outro, e vi que a vontade de nossos estudantes é MUITO grande, mas como há sempre problemas no caminho, tivemos a oportunidade de ouvir e também debater sobre as dificuldades no curso. Graças a Dewey tivemos como nos expressar, porque a coisa tá feia gente...

Auditório do CEDUP cheio e muitas discussões
Palavras que surgiram como ser ousado, proativo, gestor cultural, conhecedor de leis me iluminaram bastante sobre o meu papel na sociedade. Eu tenho um orgulho enorme de ter escolhido esse caminho, mas ao mesmo tempo me sinto inibida ao ver que algumas responsabilidades são bem maiores que eu pensava.

Por exemplo: pra qualquer lugar que olho há empreendedores e a única coisa que eu gostaria mesmo de sentar e conversar era sobre "okay, estamos todos ferraxs, o que fazer com uma caixa de leite vazia, retalhos de EVA e tinta guache para trazer os leitores pra dentro das nossas bibliotecas?" - mas a maior parte do tempo era algo sempre virado para a tecnologia embutida nesses espaços. Méh.

Senti-me como um daqueles homens das cavernas ainda tentando entender o que é a pedra redonda enquanto os outros homo sapiens já faziam uso da roda. Talvez seja o nicho que decidi me enfiar, biblioteca escolar pública é um lugar primário, rústico, dah roots, sem muitos recursos tecnológicos, a improvisação é primordial e às vezes a vida não te dá mais ideias pra tirar da cartola (Ou das mangas ou atrás da orelha, cê sabe, fazer efeito de mágika perto dos não-despertos dá Paradoxo e Choque de Retorno¹!).

Outra coisa que me fez repensar meu papel:
 - A tal da caixa.
 - O pensar fora da caixa.
 - O ir além da caixa.

Véi, de Bowie...
A caixa não existe.
É que nem a colher do Matrix. Não tem essa de caixa, a sociedade que gosta de colocar paredes pra delimitar tudo, a caixa é simbólica, você se encosta no canto se quiser, mas ela não tá lá. Somos além da caixa, somos além das paredes como o evento quis colocar em sua temática.

NÃO TEM CAIXA NENHUMA.
(Get used to it! let's Dewey it!)
Agora volteeeeemos. Cês já sabem: TL;DR.
(Too long; don't read)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

as coisas da docência (in)decente

Não é esquisito, que quando um professor não tem contato algum para esclarecer dúvidas, não responder emails, não faz parte do corpo docente do curso onde ele se formou e consolidou sua carreira, não escreve mais em periódico algum e nem tem Curriculo Lattes e ainda haver os rumores quase certeiros de que rola um processo na Ouvidoria sobre abuso contra estudantes de cursos em que ele ministrou durante alguns semestres?

Será que é coincidência demais o ostracismo ser uma camada dessa bolha de proteção em volta do ocorrido?

Porque há rumores, eu não encontro sobre o caso em lugar algum nas interwebs - creio que agora devo me encaminhar para pessoas.

Eu acho estranho, estranhíssimo, beyond of weird...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o terror da leitura de estantes

Esse é o usuário que eu costumo lidar
[EDITADO: E hoje não teve jeito, vou ter que fazer a bendita da leitura (18/09/2015)]

Tudo começa com uma pesquisa estranha de um estudante que está sendo bem sério quanto ao seu pedido:

" - Quede o livro que eu pedi outro dia?"

Eu, em minha memória seletiva apenas para coisas aleatórias (Abençoa Loki nos esquemas), devolvo a pergunta pro pequeno:

" - Você se lembra como era o livro? A capa, a história?"

O tiquinho de gente cruza os braços e aponta para um lugar específico na estante onde o livro deveria estar. Um livro preto, com letras amarelas bem forte que contava a vida de um passarinho e quase não tinha letras. As informações passadas pelo menino ajuda no filtro aqui, dá até para jogar no Google e tentar a sorte!

Então após perder metade do horário de visitação do pequeno procurando o livro, me dou por vencida, pergunto se ele não gostaria de pegar outro livro e que irei com certeza ir atrás do bendito. Isso virou uma questão de honra!

Uma lenda muito propagada nas bibliotecas escolares é que os nossos usuários não sabem o que querem. O que mais recebo de perguntas aqui no balcão é sobre características de livros ou seus assuntos. Eles sabem o que quer, apenas não colocam nome naquilo que querem.

(Maaaaahoooooiêêêêêêê serviço de referência, fuén-fuén)

Diferentemente do público adulto pesquisador - que vai te enrolar até dizer chega com o tópico a ser estudado, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida - o público escolar juvenil tem uma avidez na hora de cavucar as estantes. Chega a ser excruciante essa recuperação de informação no modo antigo, demorado e cheio de becos sem saída. O livro preto de letras amarelas sobre a história do passarinho não foi encontrado até agora, mas tenho certeza que já o vi percorrendo as estantes do infantil...

A habilidade inerente ax bibliotecárix - memória eidética - me foi conquistada com a quantidade de livros que eu tinha que decorar dentro da biblioteca do Silvio Lobo, agora aqui, se tornou uma questão de vida ou morte. Ou leitor ou não-leitor.