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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o terror da leitura de estantes

Esse é o usuário que eu costumo lidar
[EDITADO: E hoje não teve jeito, vou ter que fazer a bendita da leitura (18/09/2015)]

Tudo começa com uma pesquisa estranha de um estudante que está sendo bem sério quanto ao seu pedido:

" - Quede o livro que eu pedi outro dia?"

Eu, em minha memória seletiva apenas para coisas aleatórias (Abençoa Loki nos esquemas), devolvo a pergunta pro pequeno:

" - Você se lembra como era o livro? A capa, a história?"

O tiquinho de gente cruza os braços e aponta para um lugar específico na estante onde o livro deveria estar. Um livro preto, com letras amarelas bem forte que contava a vida de um passarinho e quase não tinha letras. As informações passadas pelo menino ajuda no filtro aqui, dá até para jogar no Google e tentar a sorte!

Então após perder metade do horário de visitação do pequeno procurando o livro, me dou por vencida, pergunto se ele não gostaria de pegar outro livro e que irei com certeza ir atrás do bendito. Isso virou uma questão de honra!

Uma lenda muito propagada nas bibliotecas escolares é que os nossos usuários não sabem o que querem. O que mais recebo de perguntas aqui no balcão é sobre características de livros ou seus assuntos. Eles sabem o que quer, apenas não colocam nome naquilo que querem.

(Maaaaahoooooiêêêêêêê serviço de referência, fuén-fuén)

Diferentemente do público adulto pesquisador - que vai te enrolar até dizer chega com o tópico a ser estudado, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida - o público escolar juvenil tem uma avidez na hora de cavucar as estantes. Chega a ser excruciante essa recuperação de informação no modo antigo, demorado e cheio de becos sem saída. O livro preto de letras amarelas sobre a história do passarinho não foi encontrado até agora, mas tenho certeza que já o vi percorrendo as estantes do infantil...

A habilidade inerente ax bibliotecárix - memória eidética - me foi conquistada com a quantidade de livros que eu tinha que decorar dentro da biblioteca do Silvio Lobo, agora aqui, se tornou uma questão de vida ou morte. Ou leitor ou não-leitor.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

mini-infartos pedagógicos na Biblio

"Eu sinto como se fosse desmaiar..."


Não falei que mal começou a semana do terror - em ficar mais velha e ser responsável solitáriamente de uma biblioteca pro resto do ano e estar com os nervos ululantes à flor da pele - haveria de ter um belo mini-infarto pedagógico?

Mesmo sendo um termo originalmente criado na Letras (circa PUC-MG 2005), o infarto pedagógico se caracteriza por um súbito mal estar subindo do seu diafragma, dando giros entre seus pulmões, subindo até a garganta até estacionar devidamente naquele músculo besta chamado coração e ficar ali até a situação passar. Comunamente é praticado em escolas e instituições educacionais com causas adversas, incluindo notícias inesperadas, falhas eternas e de longo prazo no processo ensino-aprendizagem e hey! Quando o seu salário não sai no dia e você se vê sem dinheiro pro resto da semana até logo após o feriado.

O que totalmente não vem ao caso para esse post.

Quando a palavra "Aquisição" aparece em meus estudos, o meu estômago costuma dar aquela guinada chata. Tudo que se mexe com dinheiro dá rolo (pelo menos pra mim, sou péssima em contas) e o medo de estar fazendo algo errado é muito. Assim como em qualquer Unidade de Informação, adquirir livros para o acervo é o potno chave para uma biblioteca bem abastecida e possivelmente bem frequentada, o problema é quando o responsável (no caso eu, temporariamente) não faz a MÍNIMA IDEIA DE COMO FAZER ISSO.

Bem, faço, mas o processo é longo e minucioso e vai precisar de uma credibilidade.
(No meu caso um diploma de curso superior em Biblioteconomia e afiliação no CRB com aquele numerozinho mágico que custa quase R$160 pila)

Então veio o papo de aquisição e a minha cabeça já atribulada, quase explodiu.
Fazer lista de livros que PRECISAM ser comprados beleza, agora cuidar do processo? Viabilizar o trem? Acompanhar o que está sendo feito? Eu tenho cacife pra isso? Dou conta? Isso é a minha função como estagiária?

Tudo isso preciso manter em cheque para que não possa ferrar nada mais lá pra frente. Desde que a bibliotecária se aposentou, creio que as minhas funções dobraram no tamanho e na medida. Por mais que eu tente explicar que peixinho pequeno aqui não pode fazer essas coisas que envolvem moneys e justificativas e projetos. Peixinho pequeno só tema  obrigação de arrumar estate, atender aluno, desenvolver a dinânica do local. Aquisição? Nopes, não é da minha alçada, ainda.

Ainda bem que tenho um bom relacionamento com o administrativo que entendeu o meu nervosismo ao explanar sobre isso e também me orientou o que poderíamos fazer para viabilizar a aquisição. Caixa de sugestões, caderninho de anotar, perguntar pelas salas é uma boa, problema é quando há o envolvimento legal e direto de um estagiário em algo que ele não pode responder por si mesmo.

Se é pra entrar em pânico, gente, avisa logo.

O mini-infarto pedagógico persevera por mais minutos e quer ver que daqui a pouco estarei reclamando de sono...?

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vida acadêmica - a parte que me acomete

Sabe aqueles dias em que nada faz muito sentido, poucas coisinhas vão te fazer sorrir e a única vontade é ir pra casa, se jogar debaixo das cobertas, agarrar o gato felino e se curvar em posição fetal? Yep.
Obrigada por me lembrar Universo: "Nobody is an island..."



Postado via Blogaway

domingo, 23 de agosto de 2015

paródias da graduação - o caso da Indexação

Paródia sobre um caso específico ocorrido na Indexação.
Música incidental: Fixação do Kid Abelha.



Seu slide eu sei ler...
Parece um milagre
Que no semestre que vem
Vou ter que saber isso em mínimos detalhes

Eu vejo um zero
na prova final
Trabalhos incompletos
E sem IAA de verdade
(ooooh)

Indexação
Meus olhos no slide
Indexação
Minha assombração
Indexação
Fantasmas no meu quarto
Indexação!
I want to be alone...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

vida acadêmica com amnésia progressiva

Cursar uma 2ª faculdade é como andar no mesmo barco furado depois do remendo (O meu parece aqueles botes infláveis alaranjados), você sabe que em alguma parte vai afundar, mas até lá vai pegando baldinho pra jogar a água que tá entrando pra fora e muita silver tape pra aguentar os furos.
 
Nem tou falando de fandom aqui, mas o feeling é o mesmo na Biblioteconomia ¬¬''

Apenas me fui dar conta que já estou na metade do curso no começo da semana. Muitos me perguntam qual fase/semestre estou e costumo responder no "Deus sabe onde", cause... ya know... Só Eru na causa pra saber o que já fiz e o que não fiz. Arrumar a matrícula mais de 2 vezes me deu uma agonia tremenda, pois tive que abrir mão de 2 matérias que adoraria já fazer - uma a bailarina está se despedindo da Classificação, outra era algo extremamente importante para aplicar aqui na biblioteca - mas por motivos óbvios (turminha do barulho über competitiva que preciso dar um apelido irônico para definir esse grupo distinto) preferi deixar para o próximo.


Não me livrei da Sociologia, mas creio que com a primeira aula ter citado diversos filósofos e gente da História que com certeza vai me lembrar de Gaiola das Cabeçudas (Qual a diferença entre o Bibliotecário e o Estudante? Um tem salário fixo o outro é comdiante!), terei meu consolo tr0ll durante. Não que eu vá gostar, fiz 2 semestres de Sociologia na PUC-MG, fui monitora nos 2, pergunte-me se apreciei cada momento?
(Sim, aliás só soube escrever texto acadêmico devido a esse fator)

Há professores que admiro e estão nos corredores sempre apoiando quando possível. A minha possível futura orientadora continua com um otimismo lindo quando a encontro. Há muitos que desistem (Já percebi que parte da turma em que entrei na 1ª fase se foi e nunca mais voltou), outros que vão pra outros cursos, mas creio que meu pé esquerdo continua travado na Biblioteconomia (O direito tá meio bambeando e dolorido, cês sabem...)

O que mais me incomoda nesse percurso é que há alguns tropeções chatos de potência. Eu me sinto amedrontada quando não faço ideia do que estou fazendo e muitas aulas me pareceram ser feitas para me deixar desse jeito. Aí vem a vozinha na cabeça murmurando: "Não vai aguentar o trancooooo, pega leve mulé que tem tempo..." e foi isso que decidi fazer. Desisti de 1 disciplina pelo simples fato do professor ter usado o termo "cliente" ao invés de "usuário" - não consigo respeitar alguém que use tal expressão, me desculpa, mas NOPE, JUST DON'T! Isso e porque ao ler a ementa do curso e a bibliografia, foi um verdadeiro WTF estampado na minha testa.



Tive essa experiência em 2 disciplinas anteriores e o gosto amargo subindo pela garganta pra lingua não foi legal, não aprendi nada das disciplinas, não aproveitei nada em meu campo de trabalho e infelizmente tive que me pseudo-pendurar nos colegas de grupo para poder entender alguma coisa e apresentar trabalhos. Não é nada legal, gente, apenas não. Eu prezo por meu conhecimento e minha vontade de pesquisar é maior que meu ego, saber que não vou ser capaz de fazer isso devido um buraco enoooooorme no processo de ensino-aprendizagem que estou condionada me deixa horrível.

Desculpinha esfarrapada, vocês dizem, mas ahem não estou ficando mais nova, darlings... Já cheguei ao meu limite de apreensão de conhecimento para um filtro tão fino que mal consigo dar lugar a outras coisas que eu não consiga entender o básico.

E não é algo como "Oh você deixa de ser mandriona e pega o básico e vai estudar!" são disciplinas que tem pelo menos 2 ou 3 passos de teoria/prática e vivência para passar. Eu sei quando não tou pronta para uma coisa, ainda mais quando essa coisa vai resultar em outras coisas. Efeito dominó é algo recorrente na minha vidinha de escriba.

Resumo da ópera sem muitos secundários: estou na 5ª fase, mas parece que é menos.
Tudo bem, tenho mais 4 anos e meio antes de jubilar lol

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Gaiola das Bibliotequeiras!

Sim, eu sei, é segunda, não domingo! Não troquei as bolas, mas é que não consegui postar tudo que queria ontem e lá vai mais um dia de 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita!

O assunto hoje é...?

Write totally new lyrics to one of your favourite songs...
Escreva uma letra nova no lugar das letras da sua canção favorita...

Pensei um bocado em qual música serviria para modificar a letra, fiquei entre The Killers (Mr. Brightside) ou alguma do U2, mas aí bem, como muitos sabem, não levo muito a sério o que escuto, logo há sempre espaço pro Lolz invadir minha playlist e a zoeira (entidade onipotente na minha vida) estará sempre presente.

Faço paródias pra Biblioteconomia e seus objetos de estudos, gosto de desafiar o status quo acadêmico e também faço pra despistar o crescente faniquito que o curso anda causando tanto em mim, quanto nos colegas graduandos. Vou reuniar as paródias aqui, elas estão postadas no Facebook, mas merecem o momento de Bibliotequices, pois é óbvio que tenho gosto de fazer parte dessa babaquice toda.

E antes de eu colocar a letra, queria apenas lembrar de um gif que prometi que iria sempre vir antes de qualquer zoeira que eu fizesse:

I aim to misbehave e todo o resto! <3

A música de base é essa aí embaixo, esse clássico singular da música brasileira feita por Marcelo Adnet:



Originalmente postada no Facebook no dia 29 de julho às 13:59.

A de AACR¹
D de Dewey
E nas estantes, aqui tá tudo arrumado
F de Fontes
G é de gestão de alguma coisa
H é U quando tem algo errado²
I Indexação, tá ligado?
J já é, vou estudar no feriado
K aquele riso mais que desesperado
L era o Layout que o engenheiro jogou de lado
M daquela coisa horrenda chamada multa
N de "não sei", quando a prova final é de consulta
O do Otlet, foi muito camarada
Paul simplificou os esquema, classificou as parada
Q vai ser uma questão nada complicada
R oh meux quiridux, quais são as leis de Ranganathan?
S é de Sanborn[4], sem ela Cutter era fracassado
T é aquele troço³ que todo mundo foge apressado
U Unidades de Informação, onde eu trabalho
V e F na prova é de quebrar o raio da bicicreta ou
X na única opção que não parece certa
Zen fiquei, depois que mais um semestre terminei [5]
O resto das letras, não sei mais o que rimar aqui
Faltei um tanto na sexta-feira, mas não ganhei um F.I. [6]
(Bota a nota, bota a nota, bo-bo-bota a nota no CAGR [7] aí!)


Ia ter mais o segundo verso, mas tou formulando ainda. A letra é enoooooooorme!!
===xxx===
¹ - AACR ou Código de Catalogação Anglo-Americano é um dos manuais base para a catalogação feita aqui no Brasil. A gente usa a AACR2 (2ª edição com adições no nosso idioma e uns trem legal), mas como os EUA é quem manda nessa powha, logo algum dia, talvez, daqui a pouco, tipo agora vai mudar pro RDA - porque a Biblioteca do Congresso Americano é uma chatinha e gosta de ficar mudando de código o tempo todo... - Particularmente esse manual me fez querer queimar propositalmente um tomo de quase 600 páginas com todos os requintes de prazer e piromania.

² - H.U. Hospital Universitário. Preciso dizer mais?

³ - O troço é o tal do TCC. pode se contorcer e tremer de medo agora.

[4] Kate E. Sanborn ajudou Charles Ammi Cutter a fazer uma tabela que designasse a localização do livro na estante (Aquele conjunto de números e letras na lombada dos livros, sabe? Aquilo ali é feito com uma tabela muito bizarra). Só que os historiadores ESQUECEM DESSE DETALHE e continuamente é dificil achar um site de fonte confiável que cite o nome da Sanborn como co-autora da tabela. Os créditos como sempre vão pro marmanjo...

[5] Esse verso foi contribuição de livre e espontânea vontade da colega de Biblio Márcia Cardoso, salvou o verso com essa rima!

[6] - F. I. Falta Injustificada, isso não te reprova no curso (Mas sim na disciplina), mas ferra com teu histórico acadêmico e não deixa você pegar mais estágio algum na vida.

[7] CAGR - plataforma interna que graduandos, servidores, docentes e demais pessoas vinculadas à UFSC usam diariamente para administrarem as coisas.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bibliotequices - 14k lá em Veranópolis (RS)


Peralá que tem fundamento!!


Estreando uma sessão que já deveria estar aqui faz tempo, já que a quantidade de absurdos que vejo dentro da Biblioteconomia está ultrapassando os limites do aceitável para nós, cultistas de Cthulhu. A incoerência é tanta que creio que devemos acrescentar mais um dado de Pontos de Babaquice com os de Sanidade.

Então a Bibliotequices será um espaço bem raso nesse poço de desinformação que nos permeia na sociedade moderna com as babaquices cometidas por diversos agentes ligados a essa linda e maravilhosa e suprema profissão que decidi canalizar dentro desse meu coraçãozinho rude, sarcástico e extremamente crítico.
O motivo de tanta revolta (Sim, tenho esse direito, caso não saibam, estou me formando pra ser um deles e definitivamente a única coisa que quero fazer com a Tecnocracia, é dinheiro). A notícia foi essa aí embaixo.










Posted by Página Cab Ufsc on Terça, 28 de julho de 2015





Então, eu odeio quando isso acontece. De com força (sic).

Já trabalhei em ONG e sei como é uma politicagem ferrada para cargos, contratações e terceirizados, sei como é estar nos bastidores, esperando vir a verba de algum lugar milagroso not so milagroso hello para manter as coisas funcionando e estar pelo menos dando o básico de serviços para a população que precisa da ONG. E acreditem, é gente como a gente, sua vizinha, vizinho, a tia/tio prima/primo do seu amigo/amiga da esquina do bar do seu Bartolomeu. É tipo que nem eu e você, que talvez antes de ter entrado no curso de Biblioteconomia ou faculdade que fosse e nem tivesse onde ir para saber que raios o que uma biblioteca poderia oferecer. Talvez você soubesse, mas hey! Sabe a tia/tio do vizinho/vizinha do primo/prima do Zé Botinha? Pois é, esse/essa não sabe e é pra isso que bibliotecas comunitárias servem: para democratizar a leitura em lugares onde o poder público não chega ou não tem o mínimo interesse de chegar. Ou seja, tapar buraco da ineficiência do Estado.

Eu gosto disso aqui [x] , desse trem aqui também [x] e rio bastante com essa aqui [x], sempre bom voltar e ler de cabo a rabo pra entender como esse po(l)vo consegue ser altamente incoerente.

(TL;DR - desabafos momentâneos, porque às vezes é preciso)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

TCC da depressão (o seu, não o meu)

Convivo com três pessoinhas próximas que estão nos frangalhos - okay duas estão entrando em parafusos, a outra está sapateando na cara do perigo - por conta do querido TCC.

Trabalho de Conclusão de Curso.

Eu fui privilegiada na Letras por só precisar do Relatório de Estágio - o que não me isentou de milhares de edições, muita dor de cabeça, choro e ranger de dentes, além de encarar duas salas de ensino fundamental e ensino médio para montar o bendito.

O que na Biblioteconomia é exatamente o inverso, pois além do estágio - pelo que vi parece projeto de pesquisa e eu nope, just nope nope noooooooo módafóca! - tem esse lindo objeto científico de puro desprezo e rancor.

Engraçado é digitar no Google TCC e aparecer Terapia Cognitiva-Comportamental e eu não achar que a coincidência não foi tão coincidência assim. Já vi pessoas surtarem de vez com isso, já ouvi histórias macabras também e também convivi de perto com uma irmã que passou quase 1 ano escrevendo o dela de saco cheio com o tema porque orientador sem noção empurrou por goela abaixo.

Eu quero fazer diferente.

Já sou macaca véia, não vou deixar ninguém entrar no meu quadrado assim do nada. A orientadora já está pré-escolhida (Coitada da fessora), já tenho tema definido, já estou montando alguns objetivos a explorar no Projeto de Pesquisa, já sei que vai ser de longo prazo, sim, eu já sei que vai demorar mais 2 anos pra chegar nesse desespero, mas tá tudo aqui. Não tem como negar.

Não quero entrar em parafusos durante 6 meses tentando escrever algo que não vou curtir, então já começo a testar a profundidade das águas agora pra me preparar pra me afogar depois (Porque sei que irei, logo, vairy soon).

Quando entrei na Biblioteconomia, fiquei intrigada com um discurso repetitivo nos corredores do curso sobre alguns tópicos, bibliotecário em escola pública por exemplo: parece que somos uns desgarrados da matilha e provavelmente insanos. Quando comento que é isso que quero fazer da vida, ganho o mesmo olhar quando alguém diz que quer ser professor do ensino fundamental (Pena, estranheza, surpresa, indignação?). E isso me é estranho testemunhar.

Bibliotecário deveria ser valorizado por n motivos, mas pelo menos achei que a prepotência e arrogância chegaria a outro patamar aqui nesse salto - a auto-estima deveria ser mais alta, sabe? - vejo o contrário. Vejo profissionais múmias se arrastando em rotinas com um discurso bem delineado de cansaço. Até os mais novos são contagiados por isso!!

(Eu tou sendo contagiada por esse tipo de feeling de whatever, não vou fazer diferença)

O "cansei!" é tão forte que afeta toda uma estrutura interna e externa deles - de TODOS os bibliotecários que já conversei na minha vida de graduanda TODOS tinham problemas na coluna, nos joelhos, algo dentro deslocado, herniado, furado, destrambelhado - e gente... Hiena Hardy já tá lotando os esquema na Educação. Queria dar uma investigada nisso, saber o que mais posso descobrir nesse perfil de profissional da Biblioteconomia, tem tanta coisa legal pra se fazer, minha gente!

Então, sim. Oficialmente pensando no teórico do meu TCC.




quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aula de ética

Deu pane. 
Tilt
Parou com a moto na BR.


Assunto da noite era sobre sistema de multas em bibliotecas e não consigo imaginar como isso pode ser feito sem causar danos colaterais. Mas acabou se desdobrando em outros devido a proibição de tal prática onde estagio (Não há nem razão para ter isso).

Aí fomos para dano de patrimônio.

Sempre aviso aos estudantes quais são as consequências de atrasar ou perder um livro, mesmo quando eles não estão em débito. Tento repassar a noção de que se um livro some do acervo, não tem como recuperar tão cedo (ou talvez nunca devido a falta ou pouca verba que vem pra aquisição), outros estudantes também querem ler o livro, responsabilidade social e tudo mais. Sharing is caring, mas às vezes botar os miolos na bancada do bom senso ajuda a criatura refletir.

Um livro ficou sumido por quase 3 semanas - devido a esperteza sem noção de um estudante fominha que escondeu o livro na estante em lugar acessível apenas ao subir em uma cadeira e vasculhar - e um frequente usuário que queria o bendito livro há muito tempo questionou o porquê as pessoas fazerem isso.

Uma outra mocinha pegou um livro todo rabiscado nas últimas páginas, e caneta e sem dó alguma, também me questionou o porquê disso.

Tenho duas respostas:
Como Bruna e como bibliotecária em produção.

Bruna: pessoas são babacas com aquilo que não pertencem a elas. Lição para a vida toda? Vai ser assim em qualquer instância da sua vida pro resto de seus dias, sem brincadeira. Ps: posso ou não desejar uma dor de barriga para a pessoa que faz isso por sacanagem.


A bibliotecária em produção? 
Às vezes há usuários que fazem isso, o máximo que posso fazer é reter o livro para reparos e perguntar se o camarada tá de bem com a vida, porque riscar a última página de um livro até rasgar o papel me sinaliza que você está com problemas (de saber conservar propriedade comum à todos ou de gerenciamento de raiva).


Não vou espernear, nem implicar, usuário é usuário, assim gente como a gente, reeducar marmanjo pra não danificar os livros que ficam na posse dele é minha tarefa.

Sinceramente?
Questões éticas na Biblioteconomia são o ar que eu respiro.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

vida social e laboratórios de informática

Agora me recordo do porquê não ter vida social na PUC-MG: laboratórios de informática.

Quando o ano de 2004 se estabeleceu, a banda larga não havia chegado ainda no vilarejo brejeiro onde eu morava há 3 anos atrás. Betinópolis tinha lan houses, mas era no laboratório da PUC-MG que eu praticava minha escrita fabulosa em blogs de layout sem CSS e postava obsessivamente em fóruns de fanfiction.

Eram bons tempos.

Logo não me restava tempo lá fora.
Com pessoas de verdade.
Com conversas filosóficas movidas pelo Vazio da Existência Universitária.
Ou movidas pelo teor etílico na corrente sanguínea.

O laboratório era meu ponto inicial e final.

Triste.
Mas foi a vida.

E agora estou aqui plantada em um da UFSC porque o celular não consegue postar devidamente as coisas que quero.

Lição aprendida na Biblioteconomia? Com a palavra Chelsea Handler e sua eterna sabedoria:

"A coisa mais importante é estar bêbada" - amém!

Não que eu vá praticar sacerdócio pra Dionísio (Até porque não dá, meu contrato com Morfeu é vitalício), mas realmente a experiência de segunda graduação está mudando meus hábitos de socialização interpessoal de uma maneira meio estranha.

terça-feira, 14 de abril de 2015

barraquinho na Biblio

Tudo começa com um grupo de boas querendo movimentar a representação dos estudantes aqui na Biblio, tudo bem, isso parece legal. As propostas são mais concretas que a edição anterior, trazer o CAB - Centro Acadêmico de Biblioteconomia - de volta à ativa, auxiliar os estudantes de baixa renda, entender o porque das estripulias do Departamento e minimizar os estragos provocados pela evasão que temos a cada novo semestre.

Não vi ninguém levantando bandeira partidária.
Não enxerguei intenção besta de botar banca pra um grupinho.
Vi uma oportunidade de praticar cidadania.
Me gusta.

Irá ter uma Assembleia amanhã para acertar alguns pontos para todo mundo SABER que temos representividade e aí vem um conhecido chatonildo advogado de regras pontuar que há um "probleminha" em fazer Assembleia quando não se passa pelo Comitê Eleitoral (???) - que supostamente existe - e tchum, barraquinho foi armado.



O babaca nº 2 da lista de hoje se esqueceu de pesquisar a etimologia da palavra, apenas enchendo com palavras pomposas sobre a "não-legitimidade" de se fazer uma Assembleia. Fio, shut the fuck up e deixa o povo se reunir pra discutir o que fazer, mmmmkay? Não custa nada e vai fazer bem pros graduandos.

Enquanto eu ruminava algo para escrever sobre o "aviso" que o cabra deu, veio outro barraqueiro de carteirinha VIP do curso e disse em letras garrafais tudo que eu queria falar e um pouco mais (Sem censuras, cortes ou deliberações, mandou na lata e pisou no calo alheio). Minha reação?


Aí o retruco veio na leveza/sutileza de sempre, ameaças no Judiciário e mais lagartinhos e cobras e demonstrações gratuitas de testosterona. Desperdício de tempo, sério. O mais absurdo ainda, os dois estão na última fase do curso e deveriam PELO MENOS assegurar que as coisas que vão ser discutidas na Assembleia condizem com a realidade passada do CAB e do próprio curso. Compartilhar experiências que é bom?! Nope.

Enquanto o pessoal aqui espera que eles parem com a palhaçada via Fórum de universidade e tratem de lavar louças ou get a fucking room (Oh não, estou sendo sexista demais, oh nouz!), o desenrolar continua na novelinha mexicana dos veteranos da Biblio.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

os glimpses professorísticos da Biblio

As pequenas coisas que a Biblioteconomia me proporciona trazem um esclarecimento de muitas dúvidas que me comem viva a durante o dia.

Já disseram que a curiosidade mata conforme a sede ao pote da sabedoria se torna raso. Na maior parte do tempo tenho essa impressão que não é suficiente para me manter em cheque (comigo mesma), mas faz algum sentido quando há o elemento surpresa no meio. Eu sabia que o curso iria exigir parte de mim que talvez eu não pudesse reaver (a Letras comeu minha escrita criativa e empacotou numa forma vazia), mas ao sentir nos corredores que há alguma luzinha de esperanças para novas aventuras, abraço cuidadosamente para não me escapar.

Então quando vejo um calouro dizendo com toda veemência que escolheu o curso porque queria - não por descuido, segunda opção, falta do que fazer, etc - isso reafirma a minha própria existência no curso.

Essa powha tem jeito. Querendo ou não, resmungando ou não, mudando de gestão, ideologia ou sistema, tem jeito. Conversar com pessoas que compartilham um modo de avistar o mundo com relativismo positivista também ajuda bastante a não me sentir deslocada. Por mais fatalista que possa ser, sei que há alguém com idéias mais maravilhosas e prontas para colocá-las em prática por Amor a sua contribuição ao Universo. Isso eu respeito tanto quanto qualquer religião, credo, moral ou valores mostrados nessa vida.

Quando você se torna acético ao mundo ao seu redor, ter um glimpse dessa parte do milagre da racionalidade me deixa genuinamente feliz. A gente faz a mudança antes por dentro, certo? Hoje estou feliz, são com as pequenas coisinhas da Biblio que me encontro como pessoa de verdade.

TL;DR; porque faz tempo que essa postagem tava para sair e fatos mais interessantes aconteceram...


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

#eunaBiblio Trabalho em grupo

Não importa muito o que esteja realmente acontecendo, sempre vai ser um problema pra me manter uma relação saudável com trabalho em grupo. 
Buscar a perfeição parece uma piada bem contada por algum  palhaço provinciano.

Louco bufão...

domingo, 16 de novembro de 2014

"Às vezes desistir é a decisão mais valente"

http://www.snotm.com/ por Alex Noriega
"Às vezes desistir é a decisão mais valente".

Descobri que a procrastinação que achava que estava amarrada na minha perna junto com o bode do mau-humor não é tão procrastinação assim. (Aliás, só vim conhecer a dona há uns 3 anos atrás, jamais deixei o feeling de "deixa pra depois" me tirar da reta das coisas que eu tinha que produzir.)

Perder a vontade de fazer coisas andou virando rotina. A vontade mesmo, de simplesmente deixar pra trás, e sair correndo sem olhar pra trás.

Covardia a parte, quadro de depressão com crises existenciais a cada segundo - what if what if - fui percebendo que a procrastinação não era tão procrastinada assim, ela tava me alertando de uma coisinha muito importante que andei esquecendo no meio do caminho nessa de sair correndo sem olhar pra trás.

Deixei minha conchinha pra trás. E eu sinto falta dela pra me proteger, me dava cobertura em partes que não deveriam ser tocadas (ansiedade, por exemplo).

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

#eunaBiblio - estantes arrumadas

Finalmente finalizando (???) a organização de estantes por gênero/whatever que o povo da Linguística gosta de taxar, mas que curiosamente o povo da Biblio esqueceu de colocar lá nas CDD, CDU e Tabela de PHA da vida. Seria classificação por subgêneros? Nunca vi listado o numerozinho  tinhoso de "romance estrangeiro" ou "ficção científica" por lá ou os desdobramentos de Literatura com essas denominações.

(BTW esse é aquele número incompreensível que fica na lombada, caros usuários. Aquela powha não serve pra nada pra vocês, mas é lindamente nosso guia espiritual dentro da unidade de informação. Sem aquele número, a gente se perde e acaba peregrinando no limbo dos livros da estante "Organizar".)

A organização das estantes era por ordem alfabética de título, com prateleiras limitadas e sem muito sucesso na procura. São poucos os alunos que sabem o nome do livro todo e vão nas estantes atrás dele. Mas há muita procura por "livros de histórias assustadoras", "Livros de fadas", "Livros sobre o jacaré que engolia um relógio tique-taque só que um pirata tinha trauma dele", bem nesse estilo. Já ouvi a do "Livro da capa tal cor", mas aí emendei com uma piadinha nada infame sobre estantes de correr e como os infelizes poderiam ser esmagados por toneladas de caixas e tomos pesados.

Se é pra traumalizar, que seja agora e brandamente.

O melhor foi organizar assim (gênero literário/discursivo/whatever) e deixar os estudantes ficarem à vontade nas prateleiras para procurar possibilidades quando estivessem dispostos. Tenho a experiência própria que um livro puxa o outro e continuamente em meu tempo escolar, parava na frente da estante de romance estrangeiro e saía pegando tudo quanto era título sem ter preferência por qualquer um. É assim que descobri um dos meus autores favoritos, logo repetir a fórmula em um experimento básico com a geração nova seria uma boa...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

#eunaBiblio - o pesadelo das segundas-feiras

Tem nome, é uber importante pra minha vida acadêmica, é péssimamente ministrada.
Aí quando finalmente fica interessante, meu ânimo tá em órbita, observando a Lua e tentando chamar atenção do Major Tom.

Sabe essa powha aqui embaixo?
Então: tell me about it...

E todos os bibliotecários que já perguntei sobre wtf Catalogação vai servir na minha vida profissional, a maioria respondeu que já tem a Biblioteca Nacional e o BiblioData que serve de padronização para isso, logo: pra quê raios...?

Por curiosidade, sempre dou uma olhada nos livros lá da biblioteca onde estagio, e muitos nem ficha catalográfica tem - principalmente os de antes dos anos 90 - e há uma discrepância fudida em muitos (Teve um de um autor famosinho que a ficha catalográfica no FINAL do livro e toda espalhada lolololol).

É importante ter noção sobre isso, já que é uma FERRAMENTA para recuperação da informação, mas não faz sentido algum decorar regra por regra se há um manual (AACR²) para sacar esse trem aí.

O meu pesadelo na segunda é ficar olhando para o nada, completamente alheia, sem prestar atenção na explicação, pois não vejo apelo algum nisso. Ruim é saber que vou ter que ralar pra baraleo nos trabalhos pra passar com 6 e que semestre que vem tem mais, oh se tem.

Vou parar de falar que o que anda me segurando nessas horas de desespero é o curso, vou restringir para sexta-feira e o estágio onde estou: esses sim tão me segurando muito, muito bem.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

#eunaBiblio - dilemas com livros "não indicados" aos estudantes

Quando eu fazia Letras no antro do Papado da Tradicional Família Mineira, uma frase que me fazia querer dar facepalm extremo era a tal da:
" - Eu tenho xx anos de tal coisa." - como se fosse propriedade para se convencer alguém sobre qualquer argumento.

O dilema básico de barrar livros para alunos que pegam títulos que os outros acham que eles não vão conseguir ler me dá um nó no estômago. Sinceramente, às vezes tenho que bater boca com professor para poder deixar claro o ponto de vista de uma forma democrática, transparente e livre de biblioteca:

" - Se pegou o livro é porque tem vontade de alguma coisa aí envolvida."



O negócio de não ver capa, nem cara é meu lema pessoal aqui na biblioteca, não vou deixar que o ensino tradicional ferre com as possibilidades inúmeras de alguém - seja lá quem for, idade ou capacidade intelectual - ler um livro, qualquer livro.

O véio Ranganathan  (Esse carinha indiano aí da figura, yep, ele é o patrono da Biblioteconomia.) não escreveu as 5 leis da Biblioteconomia à toa. E as 2 do meio dá margem pra diversas interpretações para o ofício:

"A cada livro, o seu leitor" - livro não tem faixa etária, classificação indicativa e pelamor, não tem que fazer estante de acordo com a idade dos estudantes. ISSO É SACANAGEM! É como taxar algo que supostamente nem deveria existir pra ser taxado. Já é um puta absurdo muitos estudantes NÃO TEREM condições de acesso a leitura em suas casas, vizinhança, família - e aí a instituição onde deveria ensinar a eles a importância desses espaços e de cultivar o máximo possível da capacidade autônoma deles se virarem sozinhos e saberem fazer escolhas na vida - e agora me vem com essa?!

"A cada leitor, o seu livro" - se o guri quer pegar a powha do livro, pega uai! Ah não sabe ler em letra desse tamanho? Não sabe ler?! Tá em processo de alfabetização?! Não tem habilidade intelectual pra texto de complexidade desse jeito? Só pega livro pra se mostrar pros outros?

Dude, e daí? Será que não pensam que o estudante pode muito bem estar construindo um ideal de identidade (E até de grupo) carregando o bendito do livro (Yeah modafóca que carrega a Bíblia por aí e não entende merreca nenhuma do que estão falando nos versículos? Sorta of that!). Que talvez em casa tenha um irmão mais velho ou mãe/pai/avós/tios que leiam para ele, e hey! Por que não, gente, por que não o estudante vem aqui, nessa biblioteca, talvez a ÚNICA referência de local de leitura, e pegue o bendito do livro para seus familiares?!

Será que não pensam nisso não?

Tá certo que tem uns estudantes que deixam mofando na mochila, que colocam banca pra fazer bonito com a turminha, mas sério? Sério? Vou entrar em investigação individual de cada ficha de alfabetização de cada estudante pra saber "O que ele deveria ler"?!
Esse não é meu papel, aliás, o meu único dever aqui é mediar a leitura pra esse povo, não atrapalhar o processo.

O "tenho 30 anos de ensino" não vai me convencer que talvez 29 anos deles talvez o educador tenha sido domesticado par criar alunos - etimologia da palavra "aquele sem a Luz" - e não estudantes. Ofendeu o discente? Deveria. Me ofendeu? Sim (Não estou escrevendo que nem uma louca à toa), mas pelo menos faço o esforço de relevar todas as possibilidades que essa criança de cerca de 10 - 11 anos que pegou Amanhecer da Stephanie Meyer tenha tido para querer ler ESSE livro.

Aos 11 anos eu já lia Edgarzinho Allan Poe, tá? Não seria justo privar seja lá quem for de conhecer a literatura - qualquer literatura, boa, ruim, informativa, sem noção, fadinhas disfarçadas de vampiros, whatever - dessa forma. Isso pra mim é crucial para uma biblioteca escolar ser um espaço de livre acesso.

O mundo lá fora da Escola já vai se encarregar de ferrar com o psicológico do sujeito, deixa ele pelo menos desfrutar essa noção de seguridade nos livros, poxa.

Sim, estou revoltada pra caramba.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CLUBE DA LEITURA: a gente catarinense em foco



Pessoal da DEBEC (Departamento de Bibliotecas Escolares da Prefeitura de Florianópolis) tá que tá!

Primeiro a presença da equipe lá no Seminário Regional em Bibliotecas Escolares e Públicas e agora uma socialização bacana com estagiários e bibliotecários.





Eu tava esperando isso por um bom tempo, saber quem, como, quando e onde posso recorrer quando o meu estágio estiver perto de acabar. Sendo sincera? Nesse caso sou extremamente mercenarista, eu gosto do que faço, sei muito bem onde quero estar trabalhando, logo fazer contatos e saber quem assina meu contracheque é um direito meu. Quero mutio continuar nessa estranha tortuosa e cheia de crianças falando alto, enquanto bagunçam as estantes, ficam maravilhadas com coisas novas vistas nos livros e revistas e explicam o porquê gostaram de tal livrinho com um cintilar no olhar que faz valer tudo a pena.

Esse mês anda sendo o mês das bibliotecas públicas e escolares, tou gostando de ver povo da Biblioteconomia.
Mee likes vairy muchly much.

sábado, 18 de outubro de 2014

Era uma vez Simpósio

Dormi bem, dormi sem interrupções felinas, sem buzanfa na minha cara,arranhões no meio da noite, sem pesadelos, sem sonhos, sem nada.

Apenas dormi bem a noite.

Acordo preparada pro bendito Simpósio, dois momentos com pessoas que admiro muito na Biblioteconomia. Café tomado, bem alimentada, lanchinho na mochila tudo daria certo.

Só que não.

Já percebi que ia dar m**** dentro do ônibus, desabei nos degraus do 233 onde estava sentada num sono ferrado, cerca de 25 minutos com a famosa briga das pestanas sobre ceder ao estágio com Morfeu ou não. Perdi maior parte das duas palestras que queria ver, fui obrigada ficar no fundo do auditório pra não ser vista cochilando.

Ótimo simplesmente ótimo.

Já me deram diversas opiniões sobre o que está havendo, já ouvi muita besteira também. Não tou cansada fisicamente, estava atenta às falas, mesmo assim: durmo. Volta pra casa frustrada, com raiva, querendo bater minha cabeça em algum lugar pontiagudo pra variar.

Não acredito que perdi a tia Garcez falando sobre biblioteca escolar

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